Traficante mais procurado do mundo se alia ao PCC e declaram guerra no Brasil

Entre as acusações:
- Envio de mais de 16 toneladas de cocaína pura para o exterior;
- Lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada;
- Corrupção de agentes públicos em vários países;
- E a ordem direta de execuções ligadas ao tráfico.
As forças de segurança já apreenderam 13 aviões, 80 caminhões, 7 embarcações, 10 toneladas de cocaína, além de US$ 1 milhão em joias e até 5 mil cabeças de gado pertencentes à organização. E, pasme, Marset chegou a comprar um time de futebol na Bolívia, onde chegou a jogar como se fosse um atleta brasileiro — com documento falso e tudo.
A ligação com o PCC vem de longe. O uruguaio dividiu cela com integrantes da facção na prisão Libertad, no Uruguai. De lá pra cá, o vínculo virou parceria logística, controlando rotas que ligam Bolívia, Paraguai, Brasil e Europa.
Enquanto o Rio de Janeiro trava sua guerra contra o CV, o PCC amplia território e influência, agora com um aliado que fala em guerra aberta e tem dinheiro e armas pra isso.
What did you think of the content?
E a violência não para. Em agosto, três europeus ligados à máfia dos Bálcãs foram sequestrados e executados em Santa Cruz — crime atribuído ao grupo de Marset. Pouco antes, um tenente-coronel paraguaio foi morto por pistoleiros após denunciar corrupção em presídios onde o PCC manda.
Pra fechar o cerco, até a mulher de Marset, Gianina García Troche, acabou presa. Extraditada da Espanha, ela cumpre pena por tráfico e lavagem de dinheiro. A prisão dela acendeu o alerta: a caçada contra o “Jogador” ganhou força internacional.
Mas, enquanto isso, nas fronteiras, o jogo de poder segue correndo solto — e com sangue nas linhas.