Vereador de SP é preso em operação contra lavagem de dinheiro do PCC
Escândalo no Transporte Público: Vereador e Empresários Envolvidos em Lavagem de Dinheiro do PCC
Na manhã desta quinta-feira, 25 de outubro, o vereador Senival Moura, que é do Partido dos Trabalhadores (PT), foi preso em uma ação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil. A prisão ocorreu como parte de uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da cidade. Além de Moura, outras quatro pessoas também foram detidas, incluindo membros da facção criminosa e o presidente da Transunião, uma das principais empresas de transporte coletivo da região.
Operação Última Parada
A ação que resultou nas prisões faz parte da chamada “Operação Última Parada”, um nome que já traz uma certa carga simbólica, considerando a gravidade das acusações. As investigações começaram em 2020, após o assassinato de Adauto Soares Jorge, que era o presidente da Transunião. Desde então, os promotores reuniram uma série de provas que indicam o uso da concessionária como um canal para a lavagem de dinheiro do PCC, um dos grupos criminosos mais poderosos do Brasil.
Valores e Bens Apreendidos
De acordo com os dados da investigação, a Transunião, somente em 2025, teria gerado uma receita superior a R$ 300 milhões. A Justiça, ao tomar conhecimento da situação, decidiu bloquear e sequestrar R$ 194 milhões que estavam em contas bancárias vinculadas aos acusados e à empresa, além de 117 veículos, 21 imóveis e até três embarcações. Essas medidas visam não apenas desmantelar o esquema, mas também coibir futuras ações semelhantes.
Afastamento e Intervenção
Outra ação importante da Justiça foi o afastamento dos diretores da Transunião. A prefeitura de São Paulo também foi notificada para adotar medidas administrativas, regulatórias e contratuais, incluindo a possibilidade de intervenção na empresa. Isso é crucial para garantir que as operações da companhia sejam revisadas e que não haja espaço para práticas ilícitas continuarem a ocorrer.
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Núcleo Paralelo e Decisões Criminosas
As investigações também revelaram a existência de um núcleo paralelo dentro da Transunião, que supostamente tomava decisões cruciais como a transferência de valores para membros do PCC. O que chama atenção é a mudança societária da empresa, que passou de um capital social de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem que a origem desse dinheiro fosse clara para os investigadores. Isso levanta sérias questões sobre a transparência nas operações da empresa.