Saiba o motivo de Bolsonaro não acompanhar o próprio julgamento no STF
“Esse julgamento é mais um desdobramento do legítimo exercício da missão do STF. Estamos aplicando a lei de forma igualitária, com absoluto respeito ao processo legal”, afirmou Moraes, numa fala firme que ecoou no plenário.
O clima ao redor do tribunal também demonstrava a seriedade da ocasião. A Praça dos Três Poderes amanheceu cercada por grades de segurança. Cerca de uma hora antes da abertura da sessão, agentes da Polícia Judicial realizaram varreduras com cães farejadores dentro das instalações do Supremo, como medida preventiva contra possíveis ameaças.
No chamado “núcleo 1”, que concentra os principais investigados do processo, estão figuras de peso do antigo governo Bolsonaro. Entre eles:
- Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Almir Garnier Santos, almirante e ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
- Mauro Cid, tenente-coronel, ex-ajudante de ordens e hoje delator;
- Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.
Esse julgamento ainda deve se estender por alguns dias e pode representar um divisor de águas tanto para a carreira política de Bolsonaro quanto para o entendimento jurídico sobre a tentativa de golpe no Brasil. A tensão é grande e, enquanto ministros leem seus votos, o país acompanha cada detalhe, quase como quem segue a final de um campeonato decisivo.
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