Saiba o motivo de Bolsonaro não acompanhar o próprio julgamento no STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acabou optando por não comparecer presencialmente ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), referente ao inquérito do golpe. A sessão foi conduzida pela Primeira Turma da Corte nesta terça-feira, 2 de setembro, e já vinha sendo aguardada como um dos capítulos mais tensos do cenário político recente.
Segundo o advogado Celso Villardi, que coordena a defesa do ex-mandatário, Bolsonaro até manifestou vontade de ir pessoalmente, mas questões de saúde teriam impedido a presença dele. “Não vai. Queria ir, mas tá sem condições físicas”, resumiu Villardi, que inclusive foi o primeiro dos defensores a chegar ao STF naquela manhã. O julgamento começou pontualmente às 9h10, horário de Brasília, sob clima de forte expectativa.
Dentre os réus, apenas o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, esteve presente fisicamente no tribunal. Isso chamou atenção, já que os outros envolvidos no processo preferiram se ausentar, seja por estratégia jurídica ou por motivos pessoais.
Vale lembrar que a saúde de Bolsonaro se complicou ainda mais logo depois de sua prisão domiciliar, decretada em 4 de agosto. Três dias após a medida, ele teria apresentado um agravamento em seu quadro, sofrendo crises de soluço e necessitando de acompanhamento médico frequente. Inclusive, precisou realizar uma série de exames no hospital DF Star, em Brasília, após autorização do ministro Alexandre de Moraes para que pudesse sair de casa.
Do you have a pet at home?
No centro da análise dos ministros está a acusação de que Bolsonaro e outros sete réus teriam participado de uma trama para tentar anular as eleições de 2022, mantendo o ex-presidente no poder de forma irregular. A Ação Penal 2668 é considerada peça-chave no conjunto de processos que investigam a tentativa de golpe.
O ministro Cristiano Zanin, atual presidente da Primeira Turma do STF, abriu a sessão explicando o rito que seria seguido na análise. Logo depois, passou a palavra a Alexandre de Moraes, relator do caso. Moraes, em sua fala inicial, fez questão de destacar a importância da Constituição brasileira, ressaltando que o julgamento segue o devido processo legal, assim como aconteceu em mais de 1.600 ações penais movidas pela Procuradoria-Geral da República sobre os episódios de 8 de janeiro de 2023 — data em que golpistas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.