Moraes manda PF ouvir presidente do CFM após nota sobre saúde de Bolsonaro
Decisão do STF Sobre CFM e Atendimento a Jair Bolsonaro: O Que Você Precisa Saber
Nesta quarta-feira, dia 7, o ministro Alexandre de Moraes, que faz parte do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão que já está gerando bastante repercussão. Ele ordenou que a Polícia Federal (PF) colhesse o depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM). Isso aconteceu após uma nota emitida pelo CFM que levantava questionamentos sobre a qualidade da assistência médica recebida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que é do PL.
O Que Disse o CFM?
O CFM, por sua vez, não ficou quieto e determinou que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal iniciasse uma sindicância imediata para investigar o atendimento médico prestado a Bolsonaro. Entretanto, a reação de Moraes não demorou. Ele considerou a determinação do CFM nula, argumentando que essa entidade não tem a competência necessária para fiscalizar a situação em questão.
A Ilegalidade da Ação
De acordo com Moraes, a ação do CFM é ilegal e demonstra um claro desvio de finalidade. Ele destacou que a equipe médica da PF não encontrou necessidade de enviar Bolsonaro para o hospital após um incidente que ele sofreu. Na verdade, o ministro já havia garantido, em uma decisão anterior de 22 de novembro do ano passado, que Bolsonaro teria atendimento médico integral.
O Incidente e a Resposta Médica
O ministro também fez questão de esclarecer que, no caso da queda que o ex-presidente enfrentou, a equipe médica da PF não viu motivo para a remoção imediata de Bolsonaro para um hospital. “Não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente”, disse Moraes. Isso ficou ainda mais claro após a realização de exames médicos no Hospital DF Star, que não revelaram nenhum problema ou sequela relacionada ao incidente.
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Repercussões e Próximos Passos
Além disso, a decisão do ministro inclui uma ordem para que o diretor do Hospital DF Star envie ao STF todos os exames e laudos médicos referentes ao atendimento de Bolsonaro em um prazo de 24 horas. Essa medida gera um certo alvoroço, pois pode ter implicações sérias tanto para o CFM quanto para a forma como a supervisão médica é conduzida no Brasil.