Notícias

Janja quebra protocolo e fala o que pensa sobre ligação de Lula a Donald Trump

A primeira-dama Janja da Silva comentou, nesta segunda-feira (6), que está “muito orgulhosa” da forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem conduzindo o relacionamento diplomático com os Estados Unidos. A declaração veio logo depois de uma videochamada entre Lula e o presidente norte-americano Donald Trump, que aconteceu pela manhã e tratou principalmente da questão do chamado “tarifaço” — o aumento de taxas sobre produtos brasileiros.

Em conversa com a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Janja explicou que não participou da ligação, pois estava em deslocamento para o Rio de Janeiro, onde cumpria uma série de compromissos ao lado das ministras da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e da Igualdade Racial, Anielle Franco. Apesar disso, ela contou que conversou com Lula logo depois da reunião virtual.

“Não estive presente na ligação por estar a caminho do Rio de Janeiro, onde cumpro agendas com as ministras Luciana Santos e Anielle Franco. Mas falei com meu marido assim que ele terminou a conversa com o presidente Trump. Posso dizer que estou muito orgulhosa dele, da forma respeitosa e digna com que tem tratado essa relação com os Estados Unidos”, declarou a primeira-dama, demonstrando aquele tom de cumplicidade que sempre marca suas falas públicas sobre o presidente.

O assunto da videochamada, segundo fontes do Planalto, girou em torno da sobretaxa de 40% imposta por Washington sobre produtos brasileiros. Lula teria pedido pessoalmente a Trump a retirada dessas tarifas e também a revisão de sanções aplicadas a algumas autoridades brasileiras. O tema já vinha sendo tratado nos bastidores há algumas semanas, e a conversa entre os dois líderes pode ser vista como uma tentativa de distensionar a relação entre os países — que vinha azedando desde o início das discussões comerciais.

How many pets have you had?

Estiveram presentes na videochamada nomes de peso do governo: o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e o assessor especial Celso Amorim, que é uma das vozes mais experientes da diplomacia petista. Fontes próximas afirmam que o clima da conversa foi “respeitoso, mas firme”, e que Lula teria insistido que “o Brasil não pode ser tratado como país de segunda categoria”.

Vale lembrar que essa reaproximação ocorre em um momento delicado da política internacional. Com as tensões no comércio global e a corrida eleitoral nos EUA esquentando, qualquer gesto diplomático entre Trump e Lula acaba ganhando repercussão. O fato de os dois terem conversado diretamente — sem intermediários — já foi visto como sinal positivo por analistas de política externa.

O que você achou?
Próximo Artigo Planalto não vê recuo dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas