Impactos do tarifaço ao PIB preocupam setor de construção civil
Impactos das Tarifas de Trump: O Que A Construção Civil Pode Esperar?
Recentemente, o setor da construção civil no Brasil expressou preocupações sobre as tarifas de 50% que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende impor. Essas tarifas podem ter repercussões diretas no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Renato Correia, comentou que a situação é bastante alarmante e que o impacto disso na economia é uma preocupação geral.
O Reflexo no PIB e na Geração de Empregos
Correia destacou que, ao contrário de outros setores que dependem fortemente das exportações, a construção civil é menos afetada por tarifas externas. No entanto, isso não significa que o setor não será impactado. Ele ressaltou que a construção civil é muito atrelada ao desempenho do PIB brasileiro. Portanto, qualquer alteração significativa na economia pode ter um efeito dominó na geração de empregos e na produção.
Expectativas e Desafios para o Futuro
Apesar do cenário complicado, a indústria da construção civil tem apresentado um desempenho positivo nos últimos meses. Em maio, por exemplo, alcançou o maior número de trabalhadores formais em mais de uma década, conforme dados da Cbic e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No entanto, o presidente da Cbic também mencionou que há muitos desafios pela frente, como taxas de juros elevadas e custos que superam a inflação, que podem dificultar o crescimento do setor em 2025.
Projeções de Crescimento
De acordo com a Cbic, as previsões ainda apontam para um crescimento de 2,3% para o setor em 2025. Isso representa uma desaceleração em relação à expansão de 3,4% em 2024. A economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, manifestou um “leve otimismo” sobre as perspectivas, embora reconheça que a inércia de lançamentos anteriores ainda está garantindo alguma atividade e empregos no setor. No entanto, as expectativas sobre novos empreendimentos e serviços caíram para o segundo menor nível do ano, indicando que a incerteza ainda reina.
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O Que Esperar se a Situação Persistir?
Ieda Vasconcelos também comentou que se o atual cenário de juros elevados continuar, pode haver um risco de desaceleração mais acentuada a partir de 2026. Isso é algo que a Cbic está atenta, especialmente considerando que a quantidade de unidades financiadas com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) caiu 62,9% nos primeiros cinco meses do ano em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa queda é alarmante e reflete o impacto do custo de crédito elevado, especialmente com a Selic fixada a 15% ao ano.