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Netanyahu boicota votação em apoio ao plano de Trump em Gaza

Conflitos no Knesset: O que está por trás da recusa de Netanyahu em apoiar o plano de Trump para Gaza?

No dia 3 de outubro de 2025, ocorreu um evento marcante no Knesset, a Assembleia Legislativa de Israel, onde o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e sua coalizão decidiram se ausentar de uma votação crucial. Essa votação tinha como objetivo endossar o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Faixa de Gaza, um tema que sempre gera muita polêmica e divisão tanto em Israel quanto no cenário internacional.

A saída inesperada da coalizão de Netanyahu

Logo que iniciaram os debates sobre a referida proposta, os membros da coalizão de Netanyahu se apressaram em deixar o plenário, como se quisessem evitar qualquer tipo de comprometimento com a votação que se aproximava. Yair Lapid, líder da oposição, não escondeu sua surpresa ao abrir o debate. Ele declarou: “Admito que estou surpreso e decepcionado com a ausência do primeiro-ministro Netanyahu. Esta é a primeira oportunidade que nos foi dada, enquanto Knesset, para dizer ao presidente Trump, ao mundo e a nós mesmos: estamos unidos em torno de um objetivo comum. Netanyahu optou por boicotar a votação e não comparecer. É uma pena.”

A votação, que foi proposta por Lapid, acabou sendo aprovada com 39 votos a favor e nenhum contra. Embora tenha um caráter majoritariamente simbólico, a medida afirma que “o Knesset israelense decide aceitar e adotar o plano de 20 pontos do presidente dos EUA, Trump”. Agora, essa proposta segue para a Comissão de Relações Exteriores e Defesa, onde a expectativa é de que a coalizão de Netanyahu a engavete, ou seja, não a leve adiante.

O plano de Trump para Gaza

Durante uma visita à Casa Branca em setembro, Netanyahu havia endossado publicamente o plano de Trump, celebrando sua adoção pelo Conselho de Segurança da ONU em novembro. No entanto, é importante ressaltar que o gabinete de Netanyahu, que conta com aliados de extrema-direita, nunca debateu ou votou formalmente o plano completo, além da primeira fase do cessar-fogo. Essa fase envolvia uma retirada parcial de Israel da Faixa de Gaza em troca da libertação de reféns, tanto vivos quanto mortos, além da libertação de prisioneiros palestinos.

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A segunda fase do plano propõe um caminho rumo à “autodeterminação e à criação de um Estado palestino”, enquanto sugere a reforma da Autoridade Palestina para que esta possa assumir o controle de Gaza. Apesar de ter aceitado verbalmente o plano, Netanyahu reafirma que não permitirá a criação de um Estado palestino, um ponto de vista fortemente sustentado por seus parceiros de coalizão, como os ministros de extrema-direita Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich, que se opuseram abertamente ao plano de Trump.

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