Estes são os fatores que podem ter provocado o óbito de Juliana Marins
A brasileira Juliana Marins foi encontrada sem vida entre 2.600 e 3.000 metros de altitude, no Monte Rinjani, na Indonésia, quatro dias depois de ter caído durante uma trilha em meio à região vulcânica. A notícia chocou familiares e amigos, mas também levantou dúvidas sobre o que realmente pode ter acontecido com ela nesse tempo todo. Afinal, o que o corpo humano é capaz de aguentar em situações tão extremas?
Em entrevista recente à revista Caras, o médico Wandyk Allison tentou explicar o que pode ter contribuído para o desfecho trágico. Segundo ele, não foi uma única coisa, mas sim um conjunto de fatores que, somados, tornaram praticamente impossível a sobrevivência.
A falta d’água pode ter sido o pior dos problemas
De acordo com Wandyk, a desidratação é um dos maiores inimigos em situações como essa. “Sem água, o sangue fica mais grosso, o que dificulta a circulação e sobrecarrega os rins. Pode levar a falência em pouquíssimo tempo”, disse ele. E pra piorar, se a pessoa tá sem comer, o corpo começa a usar gordura e músculos como fonte de energia – o que acaba desgastando ainda mais.
Which breed is your favorite?
É como se tudo começasse a falhar ao mesmo tempo. Sem glicose suficiente, sem água, sem energia. E o tempo só joga contra.
Frio, altitude e o oxigênio que não chega
Além da desidratação, o ambiente em si era outro fator de alto risco. O Monte Rinjani é conhecido não só pela beleza, mas também por ser traiçoeiro. Frio intenso, ar rarefeito… tudo isso complica muito. “A altitude causa hipoxia – que é basicamente a falta de oxigênio pro corpo funcionar direito. Aí vem a taquicardia, respiração acelerada, e em alguns casos até edema pulmonar”, explicou o médico.
Fora isso, o frio, que parece algo secundário, pode ser fatal. Ele provoca tremores constantes, o coração dispara tentando compensar a perda de calor e os vasos sanguíneos se contraem. Tudo isso, segundo Wandyk, pode terminar numa parada cardíaca.
Quatro dias sem nenhum recurso
Imagina ficar 96 horas sem comida, sem água, no frio e ainda sem oxigênio suficiente? É uma prova extrema, mesmo para quem tá em ótima forma física. O especialista explicou que o corpo, sob esse tipo de agressão fisiológica, simplesmente colapsa.