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Bolsonaro alerta família sobre possível ameaça dentro da prisão

Nos últimos dias, a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro dentro da carceragem da Polícia Federal em Brasília ganhou um tom ainda mais tenso do que o habitual. Segundo pessoas próximas, Bolsonaro teria dito a familiares que teme ser envenenado enquanto estiver preso. Esse medo, que ele descreve como “real e constante”, seria o principal motivo — e não apenas suas conhecidas restrições alimentares — para pedir que parentes levem comida diretamente para ele.

De acordo com interlocutores que têm acesso ao ex-presidente, Bolsonaro acredita que o chamado “sistema” não quer apenas mantê-lo detido, mas eliminá-lo de uma vez. A narrativa dele se apoia em dois pilares: a facada que sofreu em 2018 durante a campanha eleitoral e a conclusão da Polícia Federal, divulgada novamente neste ano, de que Adélio Bispo teria agido sozinho no ataque. Para Bolsonaro, essa história nunca fechou direito, e agora, preso, o receio seria ainda maior.

Na última terça-feira (25/11), o ministro Alexandre de Moraes autorizou oficialmente que uma pessoa cadastrada pela defesa possa entregar alimentos ao ex-presidente. A PF vai estipular horários fixos, além de fiscalizar e registrar tudo o que entrar na cela. É, literalmente, uma rotina milimétrica, como aquelas cenas de série policial que a gente vê e pensa: “isso aqui é exagero”. Só que, desta vez, é vida real.

Apesar do clima carregado, Bolsonaro continua tentando manter influência na política, mesmo trancado. E aqui entra um ponto curioso: mesmo pressionado, ele ainda não quer indicar um nome do campo conservador para disputar a Presidência em 2026. Pessoas próximas dizem que Bolsonaro teme ser esquecido pela própria base caso entregue o bastão cedo demais. Existe esse receio — até compreensível, dentro da lógica dele — de que, ao apontar um sucessor, sua relevância diminua rapidinho no tabuleiro político.

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Enquanto isso, dirigentes do Centrão seguem apertando o cerco. Segundo lideranças ouvidas nos corredores de Brasília, a cobrança para que Bolsonaro bata o martelo ainda este ano é forte. E faz sentido do ponto de vista estratégico: quanto mais cedo o candidato conservador começar a circular, participar de eventos, rodar podcasts, aparecer nas lives típicas dessa nova política brasileira, maior a chance de chegar competitivo contra Lula ou qualquer outro nome do PT nas eleições do ano que vem.

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