No G7, Lula diz que regulação das redes é “central para proteger direitos”
Lula Defende Regulação das Big Techs em Cúpula do G7
No dia 17 de outubro, durante a cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma declaração importante sobre a regulação das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs. Para ele, essa regulação é essencial para proteger os direitos fundamentais dos cidadãos, principalmente em um mundo cada vez mais digitalizado.
A Transformação Digital e Seus Desafios
Lula iniciou seu discurso ressaltando que a inteligência artificial e os serviços digitais têm promovido transformações profundas nas economias ao redor do mundo. Ele destacou que, embora os impactos positivos dessas tecnologias sejam inegáveis, como o aumento da produtividade industrial e melhorias em serviços públicos, existem também desafios significativos. O presidente mencionou que o ambiente digital é um espaço onde problemas como discursos de ódio, desinformação e exploração de crianças se manifestam de forma alarmante, chamando essas práticas de “extremamente nefastas”.
A Necessidade de Engajamento das Empresas de Tecnologia
De acordo com Lula, o engajamento das grandes empresas de tecnologia é vital para garantir que o futuro digital seja construído de maneira segura e ética. Ele afirmou que regular o ambiente digital é central para proteger os direitos fundamentais, enfatizando a urgência dessa ação no cenário atual.
Big Techs e Desigualdades Sociais
Durante sua fala, Lula também fez uma observação interessante sobre o valor das empresas de tecnologia. Para ele, essas corporações têm um valor equivalente ao das grandes economias globais. Ele alertou que a inteligência artificial, se não for acompanhada de uma ação deliberada, pode aumentar as desigualdades sociais existentes. Segundo o presidente, entre 2016 e 2021, um único país foi responsável por quase 90% das exportações mundiais de serviços de computação em nuvem. Enquanto isso, muitos países do Sul Global permanecem apenas como fontes de dados e mercados consumidores.
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A Governança dos Dados
Lula defendeu que o Brasil deve ter uma governança que proteja os dados gerados por seus cidadãos e instituições, garantindo que esses dados gerem valor para a sociedade. O sistema de pagamento público, conhecido como Pix, também foi mencionado, com Lula afirmando que ele serve como um exemplo de como dados integrados podem promover inclusão financeira e eficiência digital.