Na prisão, Bolsonaro recusa comida da PF e levanta suspeitas
A movimentação toda em torno das visitas também teve repercussão nas redes sociais. Perfis bolsonaristas comemoraram a decisão de Moraes como uma espécie de alívio, enquanto opositores ironizaram o cenário, dizendo que Bolsonaro estaria recebendo mais privilégios que outros presos comuns. A disputa narrativa, como sempre, corre solta, especialmente agora que figuras públicas como Nikolas Ferreira e até influenciadores de direita têm comentado o caso em lives e postagens.
Apesar do clima tenso e de toda a repercussão política, quem tem ido até a PF diz que o ambiente interno está bem menos dramático do que parece de fora. Bolsonaro estaria passando a maior parte do tempo sentado, conversando com advogados e lendo documentos. Uma fonte descreveu o ex-presidente como “resignado, mas atento”, como se estivesse tentando entender para onde a situação vai caminhar nos próximos dias — especialmente após as últimas decisões envolvendo investigações paralelas.
Com a sequência de visitas autorizadas, a expectativa é que a semana traga novos desdobramentos. E, enquanto o país observa cada detalhe dessa crise, uma cena corriqueira acabou virando símbolo de tudo isso: a família chegando com marmitas, embaladas com cuidado, atravessando o portão da PF para alimentar o ex-presidente que, pela primeira vez em anos, não tem controle sobre o próprio cardápio — nem sobre o próprio destino.
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