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Reinaldo Gottino coloca o Brasil para chorar com a notícia mais triste das últimas semanas: ‘Infelizmente faleceu…’

Infelizmente, o recomeço nunca veio.

Justiça tardia

Em agosto do mesmo ano, o júri popular finalmente reconheceu o que a defesa dizia desde o início: Damaris era inocente. A absolvição foi unânime. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul confirmou que “não havia provas suficientes de sua participação no crime” e ressaltou que a prisão domiciliar tinha sido concedida “em razão do grave estado de saúde da ré, diagnosticada com neoplasia maligna do colo do útero”.

Mas o alívio durou pouco. Setenta e quatro dias depois da absolvição, Damaris morreu em casa, cercada pela família. Uma vitória que veio tarde demais — e que escancarou, mais uma vez, como o sistema penal brasileiro ainda falha em proteger os mais vulneráveis.

A história dela ganhou repercussão nacional, levantando debates sobre prisões preventivas prolongadas, negligência médica em unidades prisionais e a urgência de reformas no sistema.

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Entre as muitas mensagens nas redes sociais, uma delas resumiu o sentimento geral: “Damaris venceu a Justiça, mas perdeu a vida por culpa dela.”

Um caso que deixa o país em silêncio e, quem sabe, sirva de alerta pra que outras Damaris não tenham o mesmo destino.

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