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Adolescente é internada em estado grave com suspeita de intoxicação por metanol em SP

Uma adolescente de 16 anos segue internada em estado grave, com suspeita de intoxicação por metanol, em Mongaguá, no litoral de São Paulo. A jovem deu entrada na UPA da cidade no dia 28 de setembro, mas, por conta da gravidade, precisou ser transferida para um hospital em Itanhaém. O caso tem deixado a população apreensiva, principalmente por causa do aumento recente de ocorrências parecidas em outras regiões do estado.

De acordo com a Prefeitura de Mongaguá, um primeiro exame chegou a descartar a hipótese de intoxicação, mas, com a piora no quadro clínico da paciente, os médicos voltaram atrás e pediram uma nova análise, que ainda está sendo avaliada. A prefeitura informou também que já foi solicitado o antídoto específico para o tratamento da adolescente.

Em nota, a administração municipal destacou que, até o momento, não há confirmação sobre o que teria causado a intoxicação. “Ainda não sabemos o que foi ingerido, nem onde ocorreu a possível exposição”, informou.

Casos crescem em São Paulo

Segundo o último levantamento divulgado pelo governo paulista, na terça-feira (7/10), o estado já soma 18 casos confirmados de intoxicação por metanol. Ao todo, foram registradas 176 notificações. Desse total, 10 mortes estão sendo investigadas por possível relação com o consumo de bebidas adulteradas. Três já foram confirmadas, incluindo a da Bruna Araújo, de 30 anos, que morreu no último dia 2 de outubro em São Bernardo do Campo.

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Mesmo com o aumento de casos, o governo estadual informou que 38 notificações foram descartadas após análises clínicas e epidemiológicas, e outras 35 ainda seguem em investigação. Até agora, 85 casos foram totalmente descartados.

A situação acendeu o alerta das autoridades sanitárias. Em São Paulo, 11 estabelecimentos foram interditados de forma cautelar, tanto pela Vigilância Estadual quanto pela Municipal. Entre os bairros afetados estão Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca, M’Boi Mirim e Cidade Dutra. Na Grande São Paulo, houve interdições em Osasco, Barueri e São Bernardo do Campo. Além disso, 42 pessoas foram presas este ano em operações contra a adulteração de bebidas, sendo 21 só nesta semana — o que mostra que o problema está longe de ser pequeno.

Medidas emergenciais

Na última sexta-feira (3/10), o governo de São Paulo anunciou a compra e distribuição de 2 mil novas ampolas de álcool etílico, usado no tratamento de pacientes intoxicados por metanol. Esse antídoto é essencial e precisa ser aplicado rapidamente para evitar sequelas graves, como cegueira ou até morte.

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