Adolescente é internada em estado grave com suspeita de intoxicação por metanol em SP
A Secretaria Estadual da Saúde também implantou um novo protocolo de análise que promete agilizar a confirmação dos casos suspeitos. Agora, testes em amostras de sangue e urina podem ficar prontos em até uma hora, graças à estrutura do Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF), da USP de Ribeirão Preto.
O perigo do metanol
O metanol, também chamado de álcool metílico, é um líquido incolor, inflamável e extremamente tóxico. Seu cheiro lembra o do álcool comum, o que facilita confusões perigosas. Ele é usado na fabricação de tintas, combustíveis e solventes, e aparece em pequenas quantidades no processo natural de fermentação de frutas.
O grande problema é que, quando ingerido em quantidade elevada, o metanol se transforma em uma substância que ataca o sistema nervoso central e a visão, podendo levar à cegueira irreversível ou até à morte. Por isso, o Ministério da Agricultura estabelece um limite de apenas 20 miligramas a cada 100 mililitros em bebidas destiladas — o equivalente a algumas gotas.
Casos como o da jovem de Mongaguá reacendem um alerta que o Brasil já conhece: o perigo das bebidas clandestinas. Em tempos em que festas e eventos populares voltaram com força, principalmente depois da pandemia, a fiscalização precisa ser ainda mais rigorosa. Afinal, o barato pode sair caro — e, em situações como essa, pode custar uma vida.
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