Guajajara quer que COP30 reconheça demarcação indígena como ação climática
Fundo Florestas Tropicais para Sempre
A ministra também mencionou a criação de fundos financeiros voltados para comunidades indígenas, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Esse fundo está sendo organizado de maneira a garantir a participação direta dos povos indígenas, tanto no acesso aos recursos quanto na tomada de decisões. “O TFFF está sendo organizado com uma governança que garante a participação direta dos povos indígenas”, explicou Guajajara.
Ela também comentou sobre os esforços do governo brasileiro para sensibilizar outros países a contribuírem com o fundo. Durante uma apresentação em Nova York, onde o presidente Lula anunciou o TFFF, mais de 40 países demonstraram interesse em apoiar a iniciativa. “Esperamos que até a COP30 eles anunciem seus apoios com dólares ou euros”, disse, com esperança de que esse compromisso internacional se concretize.
O Papel da Comunidade Internacional
Quando questionada sobre o papel das grandes potências, Guajajara reconheceu que é difícil avançar sem o apoio dos Estados Unidos, mas também enfatizou a importância de pressionar por compromissos globais. “Vivemos um tempo de crescimento do negacionismo climático e do negacionismo da democracia. O Brasil tem mostrado ao mundo que é possível priorizar a vida e o meio ambiente, em vez de investir em armas e guerras. É isso que esperamos que a COP30 mostre”, afirmou, destacando a responsabilidade global diante das crises atuais.
Por fim, a ministra enfatizou que fortalecer as comunidades indígenas é também fortalecer a defesa da floresta. “Quando as comunidades têm condições de viver em seus territórios, elas permanecem ali e continuam fazendo a proteção que sempre fizeram”, concluiu. Essa afirmação reforça a relação intrínseca entre a proteção das terras indígenas e a conservação ambiental, um tema que precisa ser cada vez mais abordado nas discussões sobre clima e sustentabilidade.
Which breed is your favorite?