Rejeição a Janja atinge o maior patamar desde 2024, aponta pesquisa
Se olharmos para o cenário atual, com o país enfrentando inflação pressionada pelos preços dos alimentos, gasolina nas alturas e discussões cada vez mais acaloradas sobre pautas ambientais, trabalhistas e de segurança pública, a popularidade de qualquer figura ligada ao governo tende a sofrer. E Janja, por estar sempre em evidência, acaba sendo um alvo mais fácil.
Também não podemos ignorar que existe uma resistência histórica a mulheres em posições de protagonismo político no Brasil. Basta lembrar o que aconteceu com Dilma Rousseff: a então presidenta foi atacada de forma misógina em vários momentos, com piadas, apelidos e deslegitimação constante. Claro que o caso de Janja é diferente — ela não ocupa cargo eletivo — mas a lógica de julgamento social segue parecida.
Ainda assim, é curioso notar que, apesar da desaprovação crescente, ela continua marcando presença ao lado de Lula em viagens internacionais, encontros com chefes de Estado e solenidades importantes. Recentemente, por exemplo, esteve em Nova York durante a Assembleia Geral da ONU, onde posou para fotos com figuras como António Guterres e até participou de agendas paralelas sobre sustentabilidade.
Resumindo: a pesquisa do PoderData mostra que Janja virou uma figura conhecida nacionalmente, mas essa visibilidade tem cobrado um preço alto. Resta saber se o governo vai tentar recalibrar sua exposição pública ou se continuará apostando na estratégia de mantê-la como uma voz ativa e presente ao lado do presidente.
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