Ataque cardíaco: 11 sinais de alerta que você jamais pode ignorar
O infarto do miocárdio, que a maioria das pessoas conhece simplesmente como ataque cardíaco, é uma daquelas situações que todo mundo já ouviu falar, mas pouca gente entende direito como acontece. Basicamente, ele ocorre quando o sangue deixa de chegar a uma parte do coração, normalmente porque uma artéria coronária ficou entupida de repente. Esse entupimento, em geral, tem a ver com a formação de um coágulo. Resultado: as células daquela região começam a morrer, e aí mora o perigo.
O problema é que reconhecer os sinais não é tão simples assim. Muita gente confunde os sintomas com outras doenças ou acha que é só “um mal-estar passageiro”. Só que não é bem assim. Segundo médicos consultados pelo site The Healthy, existem alguns sinais que precisam ligar o alerta vermelho imediatamente.
Entre eles: a sensação estranha de estar sendo apertado como se alguém te abraçasse com força demais; um cansaço que não faz sentido, mesmo depois de dormir; dores nas costas, braços ou peito; aquela dor que surge justamente na hora de se exercitar; falta de ar sem explicação aparente; insônia acompanhada de respiração difícil ao acordar; azia insistente; dores no estômago que lembram gastrite; incômodo na garganta e no pescoço; suor frio aparecendo do nada; e até tontura ou desmaios inesperados. Parece lista grande, mas é justamente essa variedade que atrapalha o diagnóstico.
No Brasil, a situação é ainda mais preocupante. Um levantamento do Instituto Nacional de Cardiologia, com base nos registros do SUS, mostrou que entre 2008 e 2022 o número de internações por infarto mais que dobrou. Entre os homens, a média mensal pulou de pouco mais de 5 mil para quase 14 mil, ou seja, um aumento de 158%. E com as mulheres o crescimento foi parecido, mostrando que o problema não escolhe gênero.
What did you think of the content?
Outro dado curioso (e assustador) é que o inverno é a estação campeã de infartos. Em 2022, o número de ocorrências foi 27% maior durante os meses frios do que no verão. Isso vale tanto para homens quanto para mulheres. Quem já passou um julho gelado em São Paulo, com sensação térmica perto dos 6 graus, sabe que o corpo sofre mesmo, e parece que o coração sente mais ainda.
Apesar da modernidade, das campanhas de saúde e de toda a informação que circula nas redes sociais, as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil. Só em 2022, aproximadamente 400 mil brasileiros perderam a vida em decorrência desse tipo de problema, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde. É como se toda a população de uma cidade média desaparecesse em um único ano.