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Paulinho informa ao PT que PL da Dosimetria beneficiará Bolsonaro

O governo não quer conversa

Se por um lado Paulinho da Força prega o diálogo, do outro o Planalto fechou questão: não aceita nem anistia, nem redução. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi taxativa ao falar do assunto na terça-feira (23/9), depois de se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“A posição do governo sempre foi clara. Nós somos contra a anistia e votamos contra o requerimento de urgência. Se tiver um projeto, votaremos contra também. O processo está em andamento no STF, dentro das regras, e não há motivo pra mexer agora”, disse Gleisi.

A declaração da ministra reforça a estratégia do governo Lula de não abrir brecha para a oposição transformar o Congresso numa espécie de tribunal paralelo. Ao mesmo tempo, Motta, que comanda a Casa, quer “passar logo essa página” para liberar a pauta e dar espaço a outros temas, como a reforma tributária que segue engavetada e a discussão sobre o piso da enfermagem, que ainda pressiona prefeitos e governadores em todo o país.

O impasse continua

O episódio revela como o debate sobre o futuro de Bolsonaro continua dominando a política nacional, mesmo quase dois anos após o fim do seu mandato. Entre tentativas de pacificação e recados duros do governo, o que se vê é um cenário de incerteza: de um lado, parte expressiva da oposição tenta salvar o ex-presidente; do outro, o Planalto e seus aliados garantem que não vão ceder.

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Enquanto isso, o Congresso segue dividido. Para alguns, o projeto de Paulinho é uma ponte possível; para outros, é apenas mais uma manobra que acaba, no fim, favorecendo Bolsonaro. O certo é que, até segunda-feira, quando sair o esboço do relatório, Brasília vai continuar fervendo.

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