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Ministro Fux se torna alvo de comentaristas do jornal O Globo

As críticas não pararam por aí. O jornal destacou ainda que, ao defender a anulação de todo o processo, Fux estaria pedindo também o descarte de seu próprio voto dado meses atrás, quando aceitou a denúncia contra Bolsonaro. Ou seja, estaria negando a si mesmo. Esse ponto foi martelado para reforçar a ideia de que a mudança de posição teria mais relação com pressões políticas do que com consistência jurídica.

Entre linhas, ficou a impressão de que parte da mídia tenta pintar Fux como alguém que, ao divergir de Moraes, estaria apenas alimentando os argumentos da direita. Inclusive, houve menção direta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já estaria aproveitando os trechos do voto para repercutir nas redes sociais em defesa do pai. Aliás, não é segredo que bolsonaristas têm usado esse tipo de divergência interna do STF para reforçar a narrativa de perseguição política.

Vale lembrar que esse julgamento acontece em meio a um cenário político tenso, com Lula tentando recompor alianças no Congresso e Bolsonaro ainda mobilizando sua base, mesmo inelegível. A fala de Fux, que criticou juízes agindo como “agentes políticos”, caiu como uma luva para quem acusa o Supremo de extrapolar suas funções.

O julgamento ainda não terminou, mas a movimentação já mostra que qualquer palavra de um ministro do STF pode ter repercussões imediatas, tanto no plenário quanto nas redes sociais. E, como temos visto, num Brasil polarizado, cada voto acaba servindo não só à Justiça, mas também como combustível para o debate político.

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