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Após 7 de Setembro, Planalto reúne ministros por estratégia contra anistia

Um dia depois das manifestações do 7 de Setembro, que mais uma vez dividiram opiniões pelo país — com direito a bandeiras, discursos inflamados e até comparações ao clima de Copa do Mundo — a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, puxou uma reunião de peso no Palácio do Planalto. A ideia central: traçar um plano contra a famigerada anistia relacionada aos atos do 8 de Janeiro.

O encontro rolou na manhã de segunda-feira (8/9), no coração do governo, e juntou principalmente ministros ligados aos partidos do chamado Centrão, esse bloco que sempre aparece quando o assunto é jogo de força dentro do Congresso. Estavam lá nomes do MDB, PSD e União Brasil, todos tentando achar um caminho para frear a votação da proposta que ainda circula nos corredores da Câmara.

Segundo informações de bastidores, Gleisi não economizou nos recados. Ela teria passado duas orientações principais aos colegas. O primeiro pedido foi quase uma convocação: cada ministro deve se virar com a própria bancada, conversar, articular, até mesmo acalmar os ânimos, para tirar a pressão em cima dos líderes da Câmara. A lógica é simples: se os partidos não cobrarem tanto, Hugo Motta (Republicanos-PB), atual líder do colégio, não terá motivos urgentes para colocar a proposta em pauta.

A segunda linha de orientação foi mais voltada para a comunicação pública. Gleisi sugeriu que os ministros reforcem em entrevistas e falas abertas que existem temas bem mais relevantes no momento do que discutir anistia. Exemplos não faltam: entre os projetos citados, está o que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil — uma promessa de campanha que mexe diretamente com a vida de milhares de brasileiros, principalmente agora, num período em que a inflação ainda pesa no bolso da classe média.

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Na mesa da reunião, além de Gleisi, marcaram presença figuras conhecidas do governo: Renan Filho (Transportes), Jader Filho (Cidades), Simone Tebet (Planejamento), André de Paula (Pesca), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Celso Sabino (Turismo). Uma ala robusta, que mostra o esforço do Planalto em criar uma frente coesa contra a narrativa da anistia.

Mas nem todos deram as caras. Um caso que chamou atenção foi a ausência do ministro André Fufuca (Esportes), único representante do PP dentro da Esplanada. E isso não passou despercebido. O partido dele já vinha dando sinais de desembarque do governo, e a falta de Fufuca na reunião alimentou ainda mais as especulações.

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