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A pedido de Alexandre de Moraes, Zanin marca mais um dia para julgar ex-presidente

O Supremo Tribunal Federal segue mergulhado em um dos julgamentos mais polêmicos dos últimos tempos. A Primeira Turma da Corte, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, marcou sessões extras para analisar o caso que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados próximos. A solicitação partiu de Alexandre de Moraes, que defendeu a inclusão do dia 11 de setembro no calendário, uma data carregada de simbolismo histórico, inclusive fora do Brasil.

O processo, que começou em 2 de setembro, já tinha cinco sessões previstas, mas a preocupação de Moraes foi não deixar a análise esfriar no meio do caminho. Afinal, todo mundo sabe que um voto mais longo pode virar aquelas maratonas de discurso jurídico que atrasam tudo. Para evitar esse “quebra de ritmo”, Zanin bateu o martelo: duas sessões a mais, e ponto final.

O detalhe é que, para isso acontecer, a sessão plenária do STF marcada também para 11 de setembro teve de ser cancelada. Geralmente, o plenário se reúne nas quartas e quintas, sempre a partir das 14h, mas dessa vez a prioridade é clara: o chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe que, segundo a Procuradoria-Geral da República, buscava impedir a posse de Lula em 2023 e manter Bolsonaro no poder.

Quem está no banco dos réus?

A lista dos acusados parece um “dream team” do bolsonarismo, só que às avessas.

Do you have a pet at home?

  • Jair Bolsonaro: apontado como líder da trama, a PGR afirma que ele foi o cérebro da operação para tentar deslegitimar as eleições e permanecer no cargo.
  • Walter Braga Netto: único preso até agora, ex-ministro da Defesa e general da reserva. As delações o acusam de entregar dinheiro em uma sacola de vinho para financiar acampamentos golpistas.
  • Mauro Cid: ex-ajudante de ordens e delator, é peça chave. Segundo a acusação, participou de reuniões e trocou mensagens comprometedoras.
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça, guardava em casa a famosa “minuta do golpe”, descoberta em janeiro de 2023.
  • Augusto Heleno: ex-chefe do GSI, participou de live espalhando desinformação sobre o sistema eleitoral. A PF ainda achou anotações que indicam planejamento contra as urnas.
  • Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa, teria apresentado aos militares um decreto redigido por Bolsonaro que criava uma “Comissão de Regularidade Eleitoral” para anular os resultados.
  • Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin, acusado de difundir notícias falsas sobre fraude.
  • Almir Garnier Santos: ex-comandante da Marinha, segundo a denúncia, colocou tropas à disposição do plano golpista.

Um julgamento que não é qualquer coisa

Não dá pra negar que esse processo virou uma espécie de termômetro político e jurídico do país. Enquanto no Congresso ainda se fala em CPI do 8 de Janeiro, e nas redes sociais os bolsonaristas seguem com teorias conspiratórias, no STF o clima é outro: formalidade e tensão no ar.

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