PSOL vê cassação de Glauber Braga como inevitável
A Incerteza Política: O Destino de Glauber Braga e as Manobras no Congresso
Recentemente, o PSOL, partido do deputado Glauber Braga, manifestou a crença de que a cassação de seu mandato é algo que parece inevitável. Essa situação veio à tona quando o presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, anunciou que o plenário irá analisar o processo de cassação na quarta-feira, dia 10.
Esse anúncio pegou muitos do partido de surpresa, pois, segundo fontes internas, a expectativa era de que houvesse mais tempo para se preparar e organizar uma reação. Com o tempo tão curto entre o aviso e a votação, a militância decidiu que não haverá manifestações, aumentando a sensação de impotência diante da situação.
Um Protesto Radical
Vale lembrar que, em abril, Glauber Braga fez um protesto bastante radical ao realizar uma greve de fome que durou oito dias, durante os quais ele se alimentou apenas de soro, isotônico e água. Esse ato foi uma resposta à decisão do Conselho de Ética que aprovou a cassação de seu mandato. Naquela ocasião, Hugo Motta havia se comprometido a informar a bancada sobre qualquer pauta antes de levá-la ao plenário, mas, de acordo com fontes do PSOL, esse aviso não foi dado.
O Caso de Carla Zambelli
Além disso, também nesta quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve votar a cassação da deputada Carla Zambelli, do PL de São Paulo. Nos bastidores, há uma percepção entre parlamentares de esquerda de que a cassação de Glauber Braga pode estar atrelada a um acordo com o PL: a ideia seria que, para aceitar a perda do mandato de Zambelli, o PSOL também teria que sacrificar Glauber.
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Retaliações Políticas?
Alguns deputados que conversaram com a CNN Brasil veem essa situação como uma possível retaliação do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, do PP de Alagoas. Lira e Glauber tiveram vários embates públicos durante o período em que Lira estava no cargo, o que levanta questões sobre se a caça ao mandato de Glauber é uma forma de vingança política.
As acusações contra Glauber são sérias: ele é acusado de empurrar, expulsar e chutar um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) em uma confusão no Congresso Nacional em 2024. Essas acusações criaram um clima de tensão e polarização, que se reflete nas decisões que estão sendo tomadas atualmente.