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A pedido de Alexandre de Moraes, Zanin marca mais um dia para julgar ex-presidente

A Primeira Turma é composta por nomes de peso: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino. É um grupo que mistura perfis bem diferentes, e isso gera expectativa sobre como cada voto será dado. Vale lembrar que, se algum deles pedir vista (aquele famoso pedido de mais tempo para estudar o caso), o processo pode se arrastar até 90 dias a mais.

Entre linhas e bastidores

Nos corredores de Brasília, comenta-se que o julgamento pode se tornar um divisor de águas. Não apenas pela figura de Bolsonaro, que continua ativo politicamente mesmo inelegível, mas pelo recado que a Suprema Corte envia: não há espaço para aventuras golpistas.

Curiosamente, o dia 11 de setembro também traz memórias do ataque às Torres Gêmeas, nos EUA. Alguns analistas dizem que o simbolismo da data não passa despercebido — ainda que o agendamento tenha sido, oficialmente, por questão de calendário.

No fim das contas, o que está em jogo é mais do que o destino de oito acusados. É o próprio sistema democrático brasileiro sendo testado diante de seus limites. O resultado ainda pode demorar, mas uma coisa já está clara: este julgamento entrou para a lista dos momentos históricos que vão moldar a política nacional nos próximos anos.

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