Famosos Notícias

A pergunta “fácil” que absolutamente ninguém acertou no Show do Milhão

No último domingo (3/8), uma pergunta que parecia inofensiva acabou virando um verdadeiro nó na cabeça dos participantes do Show do Milhão. E olha que nem valia tanto assim: só R$ 5 mil. Mas a dúvida bateu forte, e até os universitários convidados — aqueles que a gente sempre espera que saibam de tudo — acabaram escorregando bonito.

Durante o quadro exibido no clássico Programa Silvio Santos, agora apresentado por Patrícia Abravanel, a questão foi a seguinte:
“Qual era a profissão do ambientalista Chico Mendes, assassinado em 1988?”
As alternativas tinham as seguintes alternativas: Cinegrafista, caçador, seringueiro ou pescador.

Na hora, a participante ficou na dúvida — o que é compreensível, vai. A gente vive ouvindo falar do Chico Mendes como símbolo da luta pela Amazônia, mas nem todo mundo lembra de onde ele veio de fato. Ela decidiu então acionar a ajuda dos universitários, que, num chute coletivo e, digamos, mal calibrado, cravaram “cinegrafista”.

Errado. A resposta certa era seringueiro.

How many pets have you had?

Chico Mendes, nascido no Acre em 1944, começou a trabalhar cedo, ainda menino, tirando látex das seringueiras — uma atividade bem típica da região amazônica. O trabalho duro moldou a consciência dele desde pequeno, e isso acabou levando o Chico pra um caminho de luta e resistência. Ele viu de perto o desmatamento crescendo, as comunidades tradicionais sendo ameaçadas e resolveu agir.

Não era ativista de rede social (até porque nem existia isso, né). Ele era do tipo que botava o pé na lama mesmo. Organizou os chamados “empates”, que basicamente eram manifestações pacíficas em que os próprios seringueiros faziam barreiras humanas pra tentar impedir os madeireiros de derrubar as árvores. Era na raça.

Essa atuação dele foi tão marcante que influenciou diretamente a criação da primeira reserva extrativista do país, um modelo de uso sustentável da floresta que até hoje é referência, inclusive fora do Brasil. Mas, claro, mexer com interesses econômicos gigantescos tem seu preço.

Chico começou a receber ameaças, foi perseguido e acabou sendo assassinado aos 44 anos, na frente da própria casa, em Xapuri (AC), em 1988. Um crime que chocou o mundo e virou símbolo do quanto a luta pelo meio ambiente pode ser perigosa. Aliás, até hoje é — basta ver o caso recente do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, mortos em 2022 no Vale do Javari.

O que você achou?
Próximo Artigo Millie Bobby Brown desabafa sobre amor materno: "Sentimento avassalador"