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Empresário encontrado morto em Interlagos: depoimento de amigo é frágil, diz polícia

A Polícia Civil voltou a convocar Rafael Aliste, amigo próximo do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior, de 36 anos, que desapareceu no final de maio durante um evento de motos no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Rafael já havia prestado depoimento, mas foi chamado novamente nesta quinta-feira, 12 de junho, pra esclarecer algumas pontas soltas. A nova oitiva, aliás, já passa das quatro horas de duração.

Segundo fontes próximas à investigação, o que motivou esse novo chamado foram umas contradições nas falas de Rafael. A polícia achou meio esquisitas as versões que ele deu sobre o caminho que Adalberto teria feito ao sair do evento em direção ao estacionamento. Ao que parece, ele deu umas respostas meio vagas, cheias de suposição, que levantaram suspeitas.

O primeiro depoimento

Na primeira vez que falou com os investigadores, Rafael contou que chegou em casa por volta das 23h daquela sexta-feira. Disse que foi direto dormir e só foi acordado já de madrugada, por volta das 2h, quando recebeu uma mensagem da esposa de Adalberto perguntando se ele sabia onde o marido tava.

No domingo, um dia após o sumiço do empresário, Rafael teve sua moto roubada por quatro homens armados. Eles estavam em duas motocicletas e também levaram o celular e o capacete dele. A coincidência do assalto logo depois do desaparecimento do amigo não passou batida pela polícia.

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A morte e as dúvidas

Infelizmente, o corpo de Adalberto foi encontrado dias depois, dentro de um buraco numa área em obra dentro do autódromo. A cena chocou quem acompanhava o caso. Até o momento, os investigadores ainda não sabem se ele caiu acidentalmente ou se houve algum tipo de crime.

Os próximos passos da investigação dependem de laudos que ainda estão sendo finalizados. A polícia aguarda exames toxicológicos, necroscópicos e análises de DNA do sangue que foi achado em um carro. Esses resultados devem trazer mais luz ao que realmente aconteceu com Adalberto naquela noite.

Como tudo aconteceu

Segundo o relato do próprio Rafael, ele e Adalberto eram amigos há cerca de oito anos. Ambos compartilhavam a paixão por motocicletas e participavam de um grupo de WhatsApp chamado “Renatinha Motoqueirinha”, onde marcavam passeios e trocavam ideia com outros amantes das duas rodas.

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