À CNN, Zema diz que decisões monocráticas do STF afrontam Congresso
Romeu Zema e suas propostas contra o STF: Uma nova visão para o Brasil?
No dia 20 de outubro, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema, fez declarações significativas sobre o que pretende mudar se for eleito. Ele expressou seu desejo de acabar com as decisões monocráticas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele considera um desrespeito ao Congresso Nacional. Segundo Zema, esse tipo de decisão é um “tapa na cara do Congresso” e ele acredita que o Supremo precisa passar por mudanças.
Um plano ambicioso
Durante um evento onde lançou seu plano de governo, Zema deixou claro que uma de suas primeiras ações como presidente seria reformular as regras para o ingresso no STF, a mais alta corte do país. Entre suas propostas, ele sugere que haja uma idade mínima de 60 anos para que os ministros sejam elegíveis ao cargo, além de um limite de 15 anos de mandato no tribunal. Essa ideia, segundo ele, visa trazer mais responsabilidade e transparência para as decisões do Supremo.
Os “intocáveis” e o papel do Congresso
O ex-governador enfatizou que sua pré-campanha será marcada pela luta contra as decisões do STF, referindo-se a elas como ações de “intocáveis”, uma forma de criticar a suposta impunidade que alguns ministros parecem ter. Para que essas propostas se tornem uma realidade, no entanto, seria necessário o apoio do Congresso por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs). Zema mencionou que está buscando alianças com o partido Novo e outros aliados da oposição em vários estados, visando fortalecer sua base para as eleições que se aproximam.
Críticas ao governo atual
Ao abordar a situação atual, Zema não hesitou em criticar as indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor a corte. Ele afirmou: “Parece que o presidente vai colocando a companheirada e não colocando gente para fazer o Brasil melhor”. Essa declaração foi uma referência às indicações de ministros como Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, e Flávio Dino, que foi ministro da Justiça durante o governo petista. Zema acredita que essas escolhas não favorecem a imparcialidade necessária para a justiça no país.
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A polêmica com Gilmar Mendes
Um dos pontos mais controversos das declarações de Zema foi sua reação ao pedido do ministro Gilmar Mendes para que ele fosse incluído em um inquérito relacionado às Fake News. O ex-governador expressou sua surpresa e decepção ao saber da inclusão, afirmando que essa ação demonstra que alguns ministros estão dispostos a silenciar vozes discordantes. Ele utilizou uma alegoria em um vídeo onde dois fantoches representavam Mendes e Dias Toffoli discutindo sobre um escândalo, o que levou à sua inclusão no inquérito.