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STF começa a interrogar Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe a partir desta segunda-feira

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta segunda-feira, dia 9 de junho, uma série de audiências que prometem dar o que falar. Oito réus estão sendo interrogados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado que teria sido articulada no fim de 2022 — entre eles, ninguém menos que o ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como o cabeça do plano todo.

As sessões fazem parte da fase de instrução de um processo penal que, depois de meses de investigação e delações, chegou ao momento chave. As audiências vão rolar até sexta-feira (13), com cada dia reservado pra ouvir os réus, um por um. O primeiro a falar foi Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que já fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. A lista segue em ordem alfabética, o que, convenhamos, deixa o suspense pro depoimento do próprio Bolsonaro, que aparece mais pro final.

Quem quiser acompanhar, as audiências tão sendo transmitidas ao vivo pela TV Justiça e também pelo canal do STF no YouTube — com tudo começando a partir das 14h na segunda, e, caso não dê tempo de ouvir todo mundo num dia só (o que é bem provável), já tem sessões marcadas pros dias seguintes: 10, 11, 12 e 13 de junho, em horários variados pela manhã.

O que pesa contra os acusados?

Segundo a PGR, Bolsonaro estaria no centro do chamado “núcleo crucial” da organização que tentou virar a mesa da democracia brasileira. Ele teria espalhado fake news sobre as urnas eletrônicas, pressionado os militares a aderirem ao plano e até assinado (ou pelo menos preparado) um decreto pra meter o bedelho no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pra completar, ainda teria conhecimento sobre o plano “Punhal Verde Amarelo”, que não só é nome de filme de ação ruim, mas também previa — pasme — assassinato de autoridades do alto escalão.

How many pets have you had?

Os outros réus não ficam muito atrás. A acusação aponta que eles ajudaram com fraudes eleitorais, bloqueios de rodovias (lembram daqueles engarrafamentos malucos logo depois do segundo turno?) e até elaboração de documentos com teor golpista. Os crimes vão desde tentativa de golpe até dano ao patrimônio público. É coisa séria, e a repercussão política já tá em ebulição.

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