Quatro PMs são afastados de operações após morte de mulher em comunidade em Natal
Tragédia no Passo da Pátria: O Caso de Bárbara Nascimento e a Reação da Comunidade
Na manhã desta segunda-feira, dia 14, um acontecimento trágico e alarmante foi anunciado durante uma coletiva de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed). A coletiva estava voltada para a investigação da morte de Bárbara Nascimento, uma jovem mãe e administradora, cujos familiares e moradores da comunidade alegam que ela foi vítima de disparos da Polícia Militar durante uma operação. O caso gerou grande comoção e protestos na região, levantando muitas questões sobre a atuação da polícia e a segurança nas comunidades.
O que Aconteceu?
De acordo com relatos, Bárbara foi atingida por um tiro na porta de sua casa. Ela estava em casa com sua filha de apenas 4 anos e outros familiares, quando a tragédia ocorreu. A comunidade, sentindo a dor da perda, se mobilizou rapidamente. No mesmo dia em que Bárbara foi morta, moradores realizaram protestos, colocando fogo nas entradas do Passo da Pátria e bloqueando as vias de acesso, como a Avenida do Contorno.
Reação das Autoridades
Logo após o ocorrido, a Sesed anunciou que iniciaria uma apuração dos fatos, incluindo os procedimentos policiais realizados naquela área. Quatro policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar foram afastados e colocados em funções administrativas enquanto a investigação prossegue. O comandante geral da PM, coronel Alarico Azevedo, informou que armas usadas na operação foram recolhidas para perícia balística e que dois inquéritos foram abertos: um policial militar e outro criminal.
Em suas declarações, o coronel Azevedo enfatizou a importância da apuração cuidadosa dos fatos. Ele mencionou que a polícia havia prendido um suspeito por tráfico de drogas no local, o que motivou a ação policial. No entanto, a dúvida sobre a legitimidade da operação e a forma como ela foi conduzida paira sobre a comunidade.
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A Versão dos Familiares e a Comunidade
José Fabrício de Araújo, irmão de Bárbara, relatou que não houve troca de tiros e que os policiais chegaram atirando, em uma rua cheia de crianças brincando. Ele destacou a indignação da comunidade, que se uniu para protestar contra a ação policial. Segundo ele, a polícia não prestou socorro à irmã, que foi socorrida por familiares e amigos e levada ao hospital, mas não resistiu.