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Vídeo: Daniel Vorcaro sai da prisão de chinelo, Bíblia e cara de poucos amigos

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixou a prisão na manhã deste sábado (29/11) num visual que quase ninguém esperava de alguém envolvido em uma megaoperação. Ele saiu usando uma camiseta branca básica, calça jeans comum, chinelo de dedo e um boné puxado pra frente, aquele estilo bem “não quero chamar atenção”. Na mão, segurava uma bíblia. É o tipo de imagem que contrasta — e muito — com o peso das acusações e com tudo o que foi apreendido pela Polícia Federal. A soltura aconteceu graças a uma decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva, do TRF-1, que autorizou o uso de tornozeleira eletrônica.

Enquanto Vorcaro caminhava para fora da unidade prisional, ainda com o olhar meio tenso, muita gente lembrava do impacto da Operação Compliance Zero, que foi a responsável por levá-lo para trás das grades. A ação se transformou em uma das maiores ofensivas recentes contra crimes financeiros e rendeu uma apreensão que parece até roteiro de série: carros de luxo, quadros de altíssimo valor, relógios caríssimos e nada menos que R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo. Tudo guardado como se fosse algo banal.

Além de Vorcaro, também deixaram a prisão seus ex-sócios Augusto Lima, Luiz Antônio Bull, Alberto Félix de Oliveira e Ângelo Ribeiro da Silva. Eles haviam sido presos no dia 18/11, no meio da ofensiva da PF contra um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos. Um suposto esquema que envolvia instituições financeiras importantes do Sistema Financeiro Nacional, incluindo o Banco de Brasília (BRB) — que, aliás, tá sempre aparecendo no noticiário nos últimos meses por conta de investigações paralelas.

A decisão de soltura saiu ainda na noite de sexta-feira (28/11). Porém, até o meio da manhã de sábado rolava aquela dúvida: “Será que eles vão conseguir colocar tornozeleiras hoje?”. Isso porque, normalmente, instalação desse equipamento não é feita nos fins de semana. Mas, enfim, deu certo, e todos saíram com o monitoramento eletrônico ativado.

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Agora, soltos, mas longe de estarem livres, os investigados precisam seguir uma lista de medidas cautelares que não é pequena — e nem moleza:

– Comparecimento periódico à Justiça pra informar o que estão fazendo.
– Proibido contactar outros investigados, testemunhas e funcionários (ou ex-funcionários) do Banco Master e do BRB.
– Nada de sair do município onde moram sem pedir autorização.
– Suspensão de qualquer atividade econômica ou financeira.
– E claro: manter a tornozeleira carregada e funcionando direitinho, senão já viu.

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