‘Eram inseparáveis e morreram juntas’, diz mãe de jovem atropelada em SP; filha única celebrava 1° emprego com amiga
Tragédia em São Caetano: A perda de duas jovens promissoras
Recentemente, uma tragédia abalou a cidade de São Caetano do Sul, onde duas jovens, Isabelli Helena de Lima Costa e Isabela Priel Regis, perderam suas vidas de forma abrupta e cruel. O relato da mãe de Isabelli, Claudilene Helena de Lima, é um testemunho comovente de dor e saudade. Ela desabafou sobre a felicidade de sua filha, que estava prestes a iniciar uma nova fase em sua vida ao conseguir uma vaga como jovem aprendiz em um supermercado localizado no bairro Ipiranga. Essa conquista deveria ser motivo de celebração, mas o destino tinha outros planos.
A última noite de comemoração
Na última conversa entre mãe e filha, Isabelli estava se arrumando para sair com Isabela para comemorar sua nova oportunidade de trabalho. Claudilene relembra com tristeza que a filha se perfumou, vestiu-se com carinho e exclamou: ‘Olha, mãe, agora posso usar o perfume que tanto gosto, porque vou trabalhar e poderei comprar mais.’ Essas palavras, que deveriam estar repletas de alegria, agora soam como um eco da tragédia que se seguiria.
As duas amigas eram inseparáveis e tinham uma rotina que envolvia estudar juntas durante o ensino médio e sonhar com o futuro. Isabelli estava animada para começar a trabalhar na segunda-feira seguinte, mas a vida é, muitas vezes, imprevisível. As jovens saíram para comemorar, mas nunca voltaram para casa.
O acidente trágico
As imagens de uma câmera de segurança mostram o momento devastador em que as duas amigas, após saírem de uma adega, estavam atravessando a rua na faixa de pedestres. O sinal ainda estava vermelho para os pedestres, mas um carro, dirigido por Brendo dos Santos Sampaio, um jovem estudante de direito de 26 anos, avançou em alta velocidade, atingindo as duas jovens com uma força que as arremessou a mais de 50 metros de distância.
How many pets have you had?
Marcos Antonio dos Santos Régis, pai de Isabela, expressou sua indignação, ressaltando que a avenida era bem iluminada e que o motorista parecia distraído ou desatento, não reduzindo a velocidade e passando como se não houvesse ninguém na frente. Essa falta de cuidado no trânsito é algo que deveria ser motivo de reflexão para todos nós.
Responsabilidade e consequências
Após o acidente, o motorista foi detido e, segundo seu advogado, ele passava pelo cruzamento com o semáforo verde para os carros e não percebeu que as jovens estavam atravessando. O advogado mencionou que o rapaz havia acabado de sair da faculdade e dirigia entre 60 e 70 km/h. Um teste do bafômetro indicou que ele não estava sob efeito de álcool, mas essa informação não diminui a dor das famílias afetadas.