Defesa de Bolsonaro critica proposta da PGR para reduzir benefícios de Cid
Entenda o Caso Bolsonaro: Delação, Acusações e Julgamento
Nesta quarta-feira, 3 de setembro, o advogado de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, levantou críticas relevantes sobre a proposta da Procuradoria-Geral da República (PGR) a respeito da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. A PGR, ao que parece, busca reconhecer uma certa “parcial falsidade” na delação, enquanto ainda pretende utilizar suas informações.
A Critica da Defesa
O advogado Vilardi argumentou que a abordagem da PGR é completamente incoerente. “A delação, como está sendo proposta nas alegações finais do Ministério Público, definitivamente não é uma jabuticaba; é algo que não existe nem aqui, nem em lugar algum do mundo. O que se está tentando fazer é reconhecer uma parcial falsidade da delação e, ao mesmo tempo, aproveitar dela para reduzir a pena”, afirmou. Para ele, as contradições e omissões na delação, que foram reconhecidas pela própria PGR, devem levar à anulação do acordo, não à sua utilização com redução de benefícios.
Posicionamento da PGR
Nas alegações finais, a PGR pediu que a opção de perdão judicial para Cid fosse afastada, como já havia sido acordado anteriormente. Além disso, solicitou que, em razão das contradições e omissões em seus depoimentos, a pena fosse a mínima possível, ressaltando que esses depoimentos eram, em sua avaliação, “superficiais e pouco elucidativos”. Apesar disso, a PGR reconheceu que a delação de Cid foi útil para apontar caminhos investigativos. Contudo, ressaltou que o comportamento de Cid poderá trazer prejuízos apenas para ele, sem afetar substancialmente as provas do processo.
Última Oportunidade para Defesa
A sustentação oral de Celso Vilardi ocorreu na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Este momento é crucial, pois representa a última chance para os advogados de Bolsonaro apresentarem suas argumentações visando à absolvição ou redução da pena do ex-presidente antes do julgamento. Após a apresentação das defesas, os ministros iniciarão os votos, e a expectativa é que o voto do ministro Moraes e dos demais seja deixado para a próxima sessão, programada para o dia 9 de setembro.
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Quem São os Réus?
Além de Jair Bolsonaro, outros sete réus fazem parte do núcleo central do caso. Eles incluem:
- Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
- Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha durante o governo de Bolsonaro;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens;
- Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
- Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, que foi candidato a vice-presidente em 2022.
Acusações Contra os Réus
Os réus enfrentam, na Suprema Corte, acusações pesadas, sendo elas: