Ela sentiu algo estranho ao prender o cabelo e descobriu que era câncer
A personal trainer Natália Fersi, 48 anos, teve sua rotina transformada por um achado inesperado. Enquanto arrumava o cabelo, sentiu um pequeno caroço no pescoço. Inicialmente, não imaginou que pudesse ser algo sério, mas a persistência da protuberância a levou a buscar ajuda médica. Após uma série de exames, veio o diagnóstico: Leucemia Linfocítica Crônica (LLC), uma doença oncológica de progressão lenta.
Hoje, um ano após descobrir a condição, Natália segue com o tratamento e leva uma vida ativa. Além de continuar trabalhando, tornou-se uma referência para outros pacientes ao compartilhar sua história por meio da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). Seu objetivo é ajudar quem enfrenta o mesmo desafio, mostrando que é possível viver bem mesmo com uma doença crônica.
O primeiro sinal: um caroço no pescoço
Antes do diagnóstico, Natália já sentia um cansaço anormal. Lembra-se de ter participado de uma palestra e ter ficado exausta, algo que a deixou intrigada, já que sempre foi ativa e praticava exercícios regularmente. “Na época, achei que fosse falta de condicionamento ou até um sinal da idade. Mas talvez aquele cansaço já fosse um sintoma”, conta.
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A suspeita começou a se concretizar quando, durante um exercício, percebeu um inchaço na axila. A preocupação aumentou e, ao buscar atendimento médico, iniciou uma bateria de exames. Foi quando a leucemia apareceu como possibilidade, um diagnóstico que ela mesma já havia cogitado ao pesquisar na internet.
A espera pelo resultado foi angustiante. “Fui vendo os linfonodos crescerem na axila, na virilha… A cada dia, tinha mais certeza de que era algo sério”, relembra.
O impacto do diagnóstico
Receber a confirmação da doença aos 47 anos foi um choque. Mesmo sabendo que a LLC evolui lentamente, Natália temeu pelo futuro. “Pensava que não veria minha neta crescer, que ela não teria lembranças minhas”, desabafa.
A busca por informações na internet, no entanto, trouxe mais ansiedade do que alívio. Muitos artigos indicavam uma sobrevida curta para pacientes com LLC, o que a deixou apavorada. Além disso, o início da jornada foi solitário. “As pessoas ao meu redor não compreendiam o que era a doença. Até mesmo eu questionava se os médicos estavam sendo totalmente transparentes comigo”, diz.