Após ficar dez dias na UTI, Ronnie Von desabafa sobre medo da morte: ‘Poderia estar no andar de cima’
O cantor e apresentador Ronnie Von, de 80 anos, abriu o coração sobre um dos momentos mais delicados de sua vida ao falar sobre o medo da morte. Durante um evento sobre saúde realizado em São Paulo, nesta quarta-feira (26), ele relembrou a grave pneumonia viral que enfrentou recentemente, resultado de uma gripe mal curada. O quadro o levou à UTI e quase exigiu que fosse entubado, experiência que, segundo ele, o fez refletir profundamente sobre sua saúde e seus hábitos.
O susto que quase foi fatal
Ronnie contou que tudo começou com uma gripe aparentemente simples, mas que acabou evoluindo para algo muito mais sério. Em um relato sincero e repleto de detalhes, ele destacou um comportamento comum entre muitos homens: a resistência em procurar atendimento médico.
“Homem nenhum vai ao médico, não faz exames periódicos e medicina preventiva”, admitiu. No entanto, foi sua esposa quem percebeu que algo estava errado e insistiu para que ele fosse ao hospital. Ao realizar exames, veio o diagnóstico preocupante: ele estava com H1N1.
What did you think of the content?
Mesmo após receber medicação e apresentar melhora, Ronnie Von confessou que não tirou grandes lições do episódio. Seis meses depois, uma nova gripe surgiu, e, dessa vez, as complicações foram ainda mais graves.
“A coisa foi complicando”, recordou o cantor, mencionando que acabou desenvolvendo uma pneumonia viral em decorrência do H1N1. O quadro o levou para a UTI, onde passou dez dias internado.
O choque da internação e o impacto na saúde
Ronnie Von não escondeu o quanto a experiência na Unidade de Terapia Intensiva foi assustadora para ele.
“Nunca vi nada mais pavoroso que uma UTI. Poderia estar no andar de cima, mas consegui me safar dessa”, desabafou.
Durante a internação, surgiram outras complicações. O artista revelou que, devido a um problema respiratório ou cardiológico, sofreu um episódio de arritmia. Essa condição fez com que sua estadia no hospital fosse ainda mais longa do que o esperado.
Para controlar a inflamação e estabilizar seu quadro, ele precisou tomar esteroides, o que trouxe efeitos colaterais visíveis.
“Fiquei com o rosto redondo por causa da medicação”, explicou. Além disso, os remédios também afetaram seus níveis de glicemia, que dispararam de 88 para 160, algo que exigiu cuidados extras após a alta hospitalar.