Viúva de Cid Moreira diz que marido pediu para deixá-lo ‘ir embora’: ‘Eu virei, fui lavar o rosto para acordar, e ele foi’
A Fátima Sampaio, viúva do Cid Moreira, apareceu bastante emocionada nessa sexta-feira (4), durante o velório do marido. Ela fez questão de falar sobre os últimos momentos que eles passaram juntos no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, onde o jornalista tava internado. Cid faleceu na quinta (3), depois de 29 dias hospitalizado.
“Eu fiquei a noite inteira de mãozinha dada com ele, sabe? Porque ele tava meio esquisito, começando a ficar estranho”, desabafou Fátima. “Tô num estado meio fora de mim, parecendo que tô em outra dimensão. Agora, eu só quero viver o meu luto, me despedir direito e deixar ele ir, soltando de mim aos poucos.”
Um sentimento de gratidão
Fátima também falou sobre o tempo que passou ao lado do marido. “O que eu vivi com ele foi incrível, quase 25 anos juntos. Sou muito grata por ter tido esse tempo com ele. Eu dei muita sorte, né? Casei com um homem mais novo”, ela riu. “Ele tinha um humor bem diferente, bem dele, sabe? Brincalhão, mas num jeito só dele.”
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Ela também lembrou de uma das piadinhas preferidas do Cid: “Ele sempre falava que a gente casou mais tarde. ‘Vamos brincar de casinha?’, ele dizia. E foi isso que a gente fez. Durante esses anos todos, eu brinquei de casinha com ele”, declarou, misturando a tristeza com a nostalgia de quem viveu um amor leve e divertido.
A pedido dela, um violinista tocou a “Oração de São Francisco de Assis” no velório. Curiosamente, esse é o dia em que se celebra São Francisco, um santo do qual o Cid era devoto e que ele gostava muito. Os versos tocaram fundo no coração de todos que estavam ali.
O velório
O velório foi aberto ao público a partir das 10h15 da manhã dessa sexta-feira (4). Porém, antes disso, a família pediu para que a cerimônia, realizada no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro, fosse reservada aos amigos e familiares mais próximos nas primeiras horas do dia.
O caixão chegou ao Palácio pouco antes das 8h, e quem ficou encarregado de carregar o corpo até o salão onde aconteceu a despedida foram seis homens da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar, que são da Guarda de Honra responsável pela segurança do local. A cena foi de muito respeito e silêncio, com todos acompanhando de perto esse momento triste, mas necessário.