Café instantâneo pode aumentar risco de câncer; entenda
O café instantâneo é, sem dúvida, uma das bebidas mais populares no mundo, conquistando o paladar de milhões pela praticidade e sabor. No entanto, recentes estudos acenderam um alerta sobre um possível risco associado ao seu consumo: a presença de acrilamida, uma substância formada durante o preparo em altas temperaturas, que possui potencial cancerígeno.
Acrilamida: o que é e por que preocupa?
A acrilamida é gerada quando certos alimentos são expostos a temperaturas elevadas, como no caso do café instantâneo, que passa por um processo intenso de aquecimento para sua produção. Segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), essa substância é classificada como “provável cancerígeno humano”. Isso significa que existem evidências significativas de que ela pode aumentar o risco de câncer em humanos, embora ainda não haja provas definitivas.
O que chama a atenção é que o café instantâneo contém, em média, o dobro de acrilamida em comparação com outras formas de café, como o coado ou o expresso. Apesar disso, especialistas da Universidade McGill, no Canadá, apontam que seria necessário o consumo diário de pelo menos 10 xícaras de café instantâneo para que a exposição à acrilamida atingisse níveis preocupantes.
What did you think of the content?
Os benefícios do café instantâneo
Apesar do debate sobre a acrilamida, é importante destacar que o café instantâneo não é um vilão absoluto. Ele é rico em antioxidantes, que desempenham um papel fundamental na proteção contra danos celulares. Além disso, estudos mostram que a bebida pode aumentar a diversidade de bactérias no intestino, contribuindo para uma microbiota saudável.
Segundo o professor Pál Maurovich-Horvat, diretor de imagem médica da Universidade de Semmelweis, na Hungria, esses antioxidantes presentes no café instantâneo podem oferecer benefícios que superam os riscos, especialmente se consumido com moderação.
Café coado: uma opção mais saudável?
Quando comparado ao café instantâneo, o café coado tem se destacado como uma alternativa mais saudável. Uma pesquisa conduzida na Noruega em 2020 revelou que o consumo regular de café coado está associado a uma redução significativa nas taxas de doenças arteriais, como ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
O estudo recomenda o consumo diário de uma a quatro xícaras de café coado para obter esses benefícios, ressaltando que essa quantidade é suficiente para promover a saúde cardiovascular sem exceder os limites seguros de cafeína.