“Garota Raio X”: Natasha Demkina enxergava o interior das pessoas
A controvérsia gerada pelo embate público polarizou os apoiadores de Demkina e a visão científica. Em sua defesa, Brian Josephson, um físico ganhador do Prêmio Nobel e entusiasta da parapsicologia, criticou os métodos de teste e as avaliações realizadas pelos membros da CSICOP. Ele argumentou que o experimento parecia ser uma conspiração para “envergonhá-la e desacreditar a capacidade de Natasha Demkina, como se ela fosse apenas mais uma oportunista barata”.
Josephson sustentou que a jovem obteve cerca de 2% de acertos em cada teste realizado, uma taxa estatisticamente significativa que tornava os resultados inconclusivos. Em contrapartida, Ray Hyman argumentou que o alto valor de referência foi utilizado para compensar o grande número de pistas sensoriais deixadas para que Demkina pudesse acertar.
Após o episódio em Nova York, Demkina estabeleceu diversas condições para futuros testes, tais como a apresentação de um atestado médico pelos voluntários e a restrição do diagnóstico a uma parte específica do corpo, da qual ela deveria ser informada previamente.
Em seguida, ela apareceu na Fuji Television no Japão, sendo convidada para ser testada pelo professor Yoshio Machi, que estudava habilidades humanas incomuns na Universidade de Comunicações Elétricas. A mídia aclamou todos os seus resultados como um sucesso.
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Em 2004, Demkina iniciou seus estudos na Universidade Estadual de Medicina e Odontologia de Moscou. Em janeiro de 2006, ela fundou o Centro de Diagnóstico Especial de Natalya Demkina, que tinha como objetivo trabalhar em parceria com profissionais da medicina tradicional e pessoas com habilidades especiais como a dela.