Curiosidades

“Garota Raio X”: Natasha Demkina enxergava o interior das pessoas

No mesmo ano, em maio, Demkina assinou um contrato com o Discovery Channel para produzir um documentário sobre sua vida, intitulado “A Garota com Olhos de Raio-X”. Ela então passou algum tempo em Nova York para a produção do programa.

No programa, Demkina foi desafiada pelo Comitê para Investigação Científica de Alegações Paranormais (CSICOP), que já havia testado as habilidades de Uri Geller sem conseguir desvendá-las. A garota realizou leituras médicas específicas para convidados que já haviam sido diagnosticados anteriormente, e a maioria deles ficou impressionada com as descrições feitas por Demkina.

No entanto, o pesquisador Richard Wiseman não ficou convencido: “Quando vi as leituras dela, não pude acreditar na discrepância entre o que estava ouvindo e o quão impressionadas as pessoas estavam. Eu pensei que elas iriam sair constrangidas, mas, de repente, elas declararam que era incrível o que a menina fazia”, afirmou o membro do CSICOP.

Demkina não conseguiu identificar nenhum dos principais problemas dos indivíduos, e Wiseman e outros especialistas compararam suas habilidades à crença em videntes, argumentando que as pessoas tendem a se concentrar apenas na parte das leituras que confirmam suas crenças.

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O teste mais controverso e desafiador do documentário, que foi responsável pelas conclusões finais, exigiu que Demkina identificasse corretamente seis anomalias anatômicas específicas em sete voluntários, incluindo um indivíduo que não apresentava nenhuma anomalia.

Ray Hyman, Richard Wiseman e Andrew Skolnick enfatizaram que mesmo que a jovem pudesse apontar corretamente quais pessoas tinham anomalias anatômicas, isso seria considerado inútil do ponto de vista teórico e seria mais provavelmente resultado de uma “análise fria” realizada por Demkina, em vez de uma demonstração de seus supostos “poderes”. Embora tenha conseguido correlacionar perfeitamente as condições de quatro voluntários, incluindo o indivíduo saudável, durante as quatro horas de experimento, isso não pareceu ser suficiente para convencer os especialistas

Após o término das filmagens do documentário, Demkina tornou pública sua insatisfação com as condições em que o Discovery Channel conduziu os experimentos e com o tratamento vexatório dado aos seus diagnósticos. Ela contestou a maioria dos seus fracassos, explicando por que não foi capaz de determinar o que estava acontecendo com alguns voluntários.

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