Notícias

Mulher com nanismo: ‘Ouvi que minha filha não caberia na barriga”

Ser mãe era um sonho

Não existia nenhum caso de mulher com meu nanismo, no mundo, que engravidou. Então, achava que não tinha possibilidade de eu engravidar. Pesquisei tudo sobre meu tipo de nanismo e sabia que, se um dia eu engravidasse, meu filho não nasceria com nanismo porque é um nanismo recessivo [dependeria de o pai também ter a condição genética].

Sempre foi meu sonho ser mãe. Se eu não fosse mãe, adotaria. No início da gravidez, fiquei com aquela preocupação: ‘ai, meu Deus, será que vai caber?’. Fiz todo o acompanhamento com uma obstetra de risco e ela fez uma dieta regrada, pensando que Maria Clara nasceria com cinco meses, que lutaria muito pela vida dela e não caberia na minha barriga.

No primeiro dia de consulta, ela disse que me daria um atestado para ficar em casa até o fim da gravidez. Eu disse: ‘não quero, vou trabalhar’. E trabalhei até o dia de tirar férias para ganhar minha filha. Então, Maria Clara nasceu com oito meses e não tive uma dor, nem na unha.

How many pets have you had?

Sempre a levo para a escola e ela diz ‘minha mãe é pequena’. As outras crianças aceitam naturalmente. Brinco com ela desde que é mais novinha, perguntando se ela queria que a tia fosse mãe dela e ela sempre diz que não.

É o que eu sempre falo nas minhas palestras: as pessoas se veem da forma como você se vê. Nunca me vi como uma pessoa pior. Como eu não me vejo diferente de qualquer outra mãe, os alunos também não vão me ver diferente.

O que você achou?
Próximo Artigo Planalto não vê recuo dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas