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Nunes diz que São Paulo operou com 71% da frota de ônibus no 2º turno

São Paulo e o Transporte Público nas Eleições: Um Desafio em Tempo Real

No último domingo, 25 de outubro, a cidade de São Paulo se viu em meio a um dilema interessante durante o segundo turno das eleições. O prefeito Ricardo Nunes, que faz parte do partido MDB, revelou em uma coletiva de imprensa que a frota de ônibus operou apenas com 71% de sua capacidade total. Essa situação ocorreu apesar de uma determinação da Justiça Eleitoral que exigia que a totalidade dos ônibus estivesse em circulação. Nunes justificou que a notificação chegou em um momento muito próximo do início da operação, o que dificultou o cumprimento dessa exigência.

O prefeito explicou que foram 8.814 ônibus em operação, em vez dos 12 mil que poderiam estar circulando. Ele destacou que a notificação formal foi recebida às 13h10, e que em menos de 30 minutos, já tinha acionado as empresas responsáveis pelo transporte para que cumprissem a ordem judicial. Essa rapidez foi uma tentativa de mobilizar os motoristas para que comparecessem ao trabalho, mas a realidade é que muitos não estavam presentes e, portanto, não houve ônibus suficientes nas ruas.

Durante o evento, Nunes também ressaltou que a falta de ônibus não foi devido a uma falta de planejamento, mas sim à ausência dos motoristas: “Só não foi o ônibus para a rua daquele motorista que não veio”, afirmou. Isso traz à tona uma questão importante sobre a logística do transporte público, especialmente em dias de grande movimentação como as eleições.

A Mobilização em Tempo Recorde

O prefeito enfatizou que, apesar das circunstâncias adversas, as empresas de transporte fizeram um grande esforço para tentar atender à solicitação judicial. Ele ressaltou que no primeiro turno das eleições, a cidade havia operado com 50% da frota, e que a intenção era aumentar esse número para 100% no segundo turno, mas as circunstâncias mudaram rapidamente.

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“A operação começa à meia-noite e, portanto, tínhamos um tempo muito reduzido para mobilizar milhares de motoristas e garantir que os ônibus estivessem nas ruas”, explicou Nunes. Essa situação ilustra bem os desafios que a administração pública enfrenta ao tentar equilibrar a demanda por transporte com a realidade operacional das empresas que gerenciam a frota.

Comparação entre os Turnos

Quando perguntado sobre a comparação entre os turnos, Nunes revelou que o número de passageiros transportados foi o mesmo: 3,2 milhões em ambos os turnos. Isso levanta uma questão interessante: será que a quantidade de ônibus realmente impactou a capacidade de transporte de eleitores? O prefeito defendeu que a oferta de ônibus foi adequada à demanda, e que nenhum eleitor ficou sem votar por falta de transporte.

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