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Jovens relatam ataque homofóbico após festa universitária no RJ

Um relato de coragem e resistência

No último domingo, dia 20, um casal de jovens, Pablo Dominguez e Guilherme Couto, decidiu compartilhar um episódio muito triste e preocupante que viveram após uma festa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Eles relataram que foram vítimas de homofobia após um evento conhecido como “Pizzada”, que aconteceu na sexta-feira, dia 18, por volta das 23h. O que deveria ser uma noite de diversão e confraternização se transformou em um pesadelo, marcado por agressões e ofensas.

A agressão

De acordo com o relato feito nas redes sociais, o casal estava deixando a festa acompanhado de uma amiga quando foram abordados por um homem que, de forma agressiva, esbarrou em Guilherme. O comportamento do rapaz logo escalou para provocações. Ele começou a insultar Guilherme com palavras homofóbicas, como por exemplo, “Quer apanhar, viadinho?”. Esse tipo de ataque verbal é algo que muitos jovens LGBTQIA+ enfrentam, e é um reflexo de uma sociedade que ainda não conseguiu superar preconceitos.

Guilherme, que estava em um momento de descontração, se viu de repente em uma situação de defesa. Ele relatou que levou um soco e, nesse momento, percebeu que havia várias pessoas ao redor, aumentando a tensão do ambiente. “Eles me jogaram no chão e me bateram. Eu não tive tempo de reação nenhuma”, contou, ressaltando como a violência pode surgir de forma inesperada e devastadora.

Reação e apoio

Os jovens afirmaram que apenas após as agressões começarem, algumas pessoas se aproximaram para tentar interromper a violência. É triste pensar que muitas vezes o auxílio só vem depois que a situação já se agravou. Após a briga, Pablo e Guilherme tentaram se recompôr, mas acabaram cruzando novamente com o grupo agressor ao longo do caminho. Couto, em um vídeo publicado, explicou como tentou identificar os agressores e registrá-los em filmagens. Foi um ato de coragem, mas que rapidamente se transformou em mais violência quando ele acabou sendo jogado ao chão novamente.

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O registro do caso

O caso foi oficialmente registrado na 44ª DP (Inhaúma) e posteriormente encaminhado à 37ª DP (Ilha do Governador). As vítimas realizaram um exame de corpo de delito, um passo importante para garantir que a agressão não passe impune. As investigações estão em andamento, mas o que se espera é que a justiça seja feita e que episódios como esse sejam cada vez mais raros.

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