PF extradita maior traficante de armas da América do Sul para o Brasil
A Controvérsia por Trás do ‘Mestre das Armas’: A História de Diego Hernan Dirísio
No dia 9 de outubro, o Ministério da Segurança Nacional da Argentina iniciou a extradição de Diego Hernan Dirísio, um argentino que ganhou notoriedade como o ‘Mestre das Armas’. Ele é acusado de estar por trás de um esquema de tráfico de armas que teria abastecido facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, vendendo mais de 43 mil armas. Para a Polícia Federal do Brasil, Dirísio é considerado um dos maiores traficantes de armamentos da América do Sul.
Contexto da Extradição
A extradição foi realizada sob um rígido esquema de segurança. Dirísio foi transferido para o Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, onde embarcou em um voo com destino a São Paulo, que estava previsto para partir às 11h45. Após sua chegada ao Brasil, a CNN Brasil confirmou que ele já havia chegado ao estado paulista, onde enfrenta as acusações que o levaram a ser procurado internacionalmente.
A Organização Criminosa
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, Dirísio, em parceria com sua sócia Julieta Nardi, liderava uma organização dedicada ao tráfico internacional de armas. As operações desse grupo não são apenas impressionantes em termos de volume, mas também em sofisticação financeira. Entre 2012 e 2015, o esquema teria movimentado cerca de R$ 1,2 bilhões, com a importação de aproximadamente 25 mil pistolas e fuzis de diversos fabricantes europeus, incluindo países como Croácia e Eslovênia.
A Prisão e a Reação da Defesa
Diego Dirísio foi preso em fevereiro de 2024 na cidade de Córdoba, na Argentina. Sua prisão foi resultado de um mandado de prisão internacional e um alerta vermelho emitido pela Interpol, solicitado pelas autoridades brasileiras. Desde então, ele estava sob custódia e sua extradição foi solicitada pela Justiça Federal da Bahia, visando que tanto ele quanto sua esposa, Julieta Nardi Aranda, cumprissem pena no Brasil.
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O Esquema de Tráfico
A Polícia Federal revelou que as armas eram inicialmente importadas legalmente para o Paraguai antes de serem contrabandeadas para o Brasil. Um detalhe que chama a atenção é que, antes do transporte, os números de série das armas eram apagados, dificultando seu rastreamento. O uso de cambistas informais para movimentar o dinheiro entre o Paraguai e os Estados Unidos também foi uma estratégia utilizada pelo grupo, que buscava ocultar a origem dos fundos utilizados na compra das armas.