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Weverton nega interferência em investigação e fala em “forçação de barra”

Senador Weverton Rocha se Defende de Acusações e Afirma que Não Está Envolvido em Criminoso

No dia 14 de julho de 2023, o senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, fez uma declaração categórica em resposta às acusações que o ligam a um esquema de corrupção em andamento em seu estado. Ele negou veementemente qualquer envolvimento com o ministro do STJ, Humberto Martins, afirmando que não estaria tentando obstruir as investigações sobre uma organização criminosa que atua no Maranhão. Rocha enfatizou: “Eu repreendo qualquer tipo de possibilidade que se tente fazer de envolvimento do meu nome na relação com esse caso”.

Contexto das Acusações

As alegações surgiram a partir de um inquérito aberto pelo STF, que investiga se o senador manteve contatos impróprios com o ministro Martins durante o processo relacionado ao assassinato do empresário João Bosco Pereira em São Luís, ocorrido em 2022. A investigação sugere que Rocha poderia ter utilizado sua influência para atrasar investigações que envolviam a família Brandão, um grupo político poderoso no Maranhão, atualmente liderado pelo governador Carlos Brandão, do MDB.

A Defesa de Weverton Rocha

Em sua defesa, Weverton Rocha destacou que, no momento do crime, não tinha qualquer ligação com a família Brandão. Ele considerou como uma “forçação de barra” a tentativa de associá-lo ao caso. “Sobre minha relação com Humberto Martins, é estritamente institucional”, afirmou o senador. Ele explicou que sempre há um diálogo dentro dos gabinetes e que isso não deve ser interpretado como um envolvimento ilícito. Rocha reiterou que a sua prioridade é focar na sua campanha política e seguir em frente com seu trabalho.

Detalhes da Investigação

De acordo com detalhes da investigação, a Polícia Federal (PF) encontrou registros que indicam contatos frequentes entre Weverton Rocha e Humberto Martins, incluindo conversas sobre processos específicos. Um dos pontos destacados pelas investigações foi uma ligação de aproximadamente cinco minutos entre os dois em 2 de junho de 2025, data em que houve uma decisão relevante relacionada à transferência de Gilbson Júnior para Brasília. Após essa data, o processo em questão parece ter ficado sem novas movimentações significativas, levantando suspeitas sobre os motivos dessa lentidão.

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Suspeitas de Interferência

A PF também mencionou que havia um esforço coordenado para que Gilbson Júnior e sua família não revelassem o que sabiam sobre a família Brandão, ou que, caso fossem chamados a depor, não fizessem acordos de delação premiada. Há registros de que Gilbson e seus familiares teriam sido orientados a mentir durante os depoimentos, o que levanta ainda mais questões sobre a integridade do processo investigativo.

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