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Ataque no Cefet: Saiba quem era o homem e o que levou a tirar a vida de duas mulheres

A tarde desta sexta-feira (28/11) terminou marcada por uma tragédia profunda no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Maracanã, Zona Norte do Rio de Janeiro. A coluna apurou que o autor dos disparos, identificado como João Antônio Miranda Tello Ramos Gonçalves, entrou armado na unidade e abriu fogo contra duas mulheres, provocando um cenário de desespero dentro da instituição de ensino. Depois dos tiros, o homem também tirou a própria vida, encerrando o ataque de forma abrupta e ainda mais chocante.

As vítimas fatais foram Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro. Allane chegou ao hospital já sem vida, segundo informações repassadas por equipes de atendimento mobile. Layse chegou a ser socorrida e recebeu atendimento emergencial, mas não resistiu — seu óbito foi confirmado por volta das 17h50, um horário que muitos alunos ainda estavam trancados em salas, tentando entender se era seguro sair.

A palavra “pânico” parece até pequena para descrever o que se instalou ali. Vídeos que se espalharam rapidamente pelas redes sociais — num fenômeno que hoje acontece quase em tempo real — mostram alunos correndo, chorando, se abaixando atrás de bancos e pilares, enquanto o som das sirenes já começava a tomar a região. Uma das imagens mais fortes mostra uma das vítimas sendo retirada em uma maca pelo Corpo de Bombeiros, enquanto vozes abafadas tentam orientar quem ainda estava no prédio.

De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), João Antônio entrou no Cefet armado e abriu fogo imediatamente contra as vítimas, sem dar qualquer chance de defesa. Logo após os tiros, ele se matou dentro da própria unidade, encerrando ali o ciclo de violência.

How many pets have you had?

Segundo com informações levantadas pela coluna, João Antônio Miranda Tello Ramos Gonçalves já demonstrava incômodo em ser subordinado a mulheres. As duas vítimas — Allane de Souza Pedrotti Matos, diretora da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (Diace), e Layse Costa Pinheiro, psicóloga da instituição — estavam entre as profissionais que lidavam diretamente com ele no ambiente de trabalho.

Fontes oficiais afirmam que João enfrentava sérios problemas psicológicos e havia sido afastado recentemente por questões psiquiátricas. Mesmo assim, retornou ao serviço há pouco tempo. Ao voltar, foi deslocado para outro setor, numa tentativa de reorganizar suas funções, mas, segundo relatos internos, acabou se envolvendo em novas discussões e causando tumulto.

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