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“Centrão não está neutro, está com Lula”, diz Kassab

Gilberto Kassab Revela os Planos do Centrão e o Cenário Eleitoral para 2023

No cenário político atual, muito agitado, as palavras de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, chamaram atenção na noite desta quinta-feira (13). Durante um evento reservado com empresários em São Paulo, ele fez declarações contundentes sobre a posição dos partidos do Centrão nas eleições presidenciais deste ano.

Kassab foi bem claro ao afirmar que, ao contrário do que muitos acreditam, os partidos do Centrão não estão neutros nesta disputa. Segundo ele, a tendência é que esses partidos se inclinem a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele comentou: ‘Eu discordo que os partidos de centro — que é o Centrão — estejam neutros. Eu acho que eles estão com o Lula’. Essa declaração gerou repercussão e levantou questões sobre a real dinâmica da política nacional.

As Chances da Chapa Caiado-Kassab

Quando questionado sobre as estratégias eleitorais e as chances de vitória da chapa Caiado-Kassab, Kassab não hesitou em afirmar que a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) se eleger é praticamente nula. ‘Vocês sabem da minha reputação de acertar. Eu posso falar para vocês que a chance do Flávio se eleger é zero. Não tem a menor chance’, disse Kassab com uma convicção que deixou muitos pensando.

Ele acredita que Flávio Bolsonaro está, de certa forma, sendo “preservado” de críticas por parte do PT, pois isso facilitaria a tarefa de Lula nas eleições. A lógica dele é que, ao manter Flávio como adversário, o PT estaria garantindo uma vitória mais simples.

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A Reação das Pesquisas

Além disso, Kassab revelou que algumas pesquisas internas do PSD mostram que a intenção de voto para Caiado é maior do que muitos institutos têm indicado. Essa declaração é interessante, pois aponta para um descompasso entre as pesquisas públicas e as internas, o que pode influenciar o rumo da campanha. Kassab também observou que a ausência de candidaturas presidenciais por parte de partidos como o MDB, Progressistas, União Brasil e Republicanos pode impactar significativamente a redistribuição do tempo de TV durante a campanha eleitoral.

Em números, o candidato a presidente teria aproximadamente 50 segundos de tempo de TV, mas com essa redistribuição, poderia chegar a mais de 2 minutos no horário eleitoral gratuito nas mídias de rádio e TV. Essa é uma vantagem que, em campanhas acirradas, pode fazer toda a diferença.

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