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Advogada acusada de desviar dinheiro de idosa de 90 anos é presa no RJ

Advogada é presa por ocultar documentos de idosa morta há sete anos no Rio de Janeiro

No dia 2 de novembro de 2023, uma situação chocante veio à tona em Cacuia, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A advogada Jéssica Cabral Barradas, de 35 anos, foi detida em flagrante, acusada de manter em sua residência documentos de uma idosa de 90 anos, que faleceu há sete anos. Essa revelação levanta questões importantes sobre a ética profissional e a proteção dos interesses de pessoas vulneráveis.

O que aconteceu?

Jéssica era a curadora da idosa desde 2014, o que a tornava responsável por administrar os bens e interesses da aposentada. No entanto, a polícia começou a investigar a advogada após relatos de desvios de dinheiro, movimentações bancárias suspeitas e a retenção de documentos e bens da falecida. Durante a operação policial, foram encontrados a certidão de óbito e a carteira de identidade originais da idosa, que faleceu em julho de 2019.

O filho da vítima, que vinha tentando recuperar os documentos há anos, relatou que a advogada sempre alegava que os papéis estavam “guardados em caixas”. Essa situação gerou um desgaste emocional para ele, que enfrentava dificuldades para regularizar a sucessão e abrir o inventário da mãe. Segundo informações da investigação, mesmo após sucessivas cobranças, Jéssica nunca entregou os documentos originais.

As acusações contra Jéssica

A detenção da advogada ocorreu durante uma busca que contou com a presença de representantes da OAB do Rio de Janeiro. Durante a operação, um dos principais objetos de interesse dos policiais, o celular de Jéssica, parecia ter desaparecido. Após uma longa busca, o aparelho foi encontrado dentro do ralo do banheiro, levantando suspeitas de que a advogada o havia ocultado para evitar a apreensão, já que a Justiça havia autorizado a coleta do dispositivo e a extração de seus dados.

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Além dos documentos, também foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos, joias e talheres banhados a ouro. O filho da idosa reconheceu os talheres e um relógio como pertencentes à sua mãe, o que reforçou as suspeitas sobre a má administração dos bens da falecida.

Histórico da advogada e as movimentações suspeitas

De acordo com a investigação, Jéssica, que era vizinha da idosa, começou a se aproximar dela, que morava sozinha e recebia uma pensão militar, além de um benefício do INSS. Em 2014, a Justiça nomeou Jéssica como curadora, permitindo que ela administrasse os recursos da idosa, que deveriam ser usados em benefício da pensionista. Contudo, as investigações mostraram que houve transferências de valores da conta da idosa para a conta pessoal da advogada, além de movimentações que continuaram mesmo após a morte da idosa.

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