Brasil pede arquivamento definitivo de ação contra Moraes nos EUA
Brasil Reitera Pedido para Encerrar Ação Judicial Contra Moraes nos EUA
O cenário jurídico entre Brasil e Estados Unidos ganhou novos capítulos nos últimos dias, especialmente em relação ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. O governo brasileiro, através da Advocacia-Geral da União (AGU), protocolou, no dia 11 de outubro, uma réplica em apoio ao pedido de arquivamento definitivo da ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media. Essa ação está sendo discutida na Justiça Federal do Distrito Central da Flórida.
O Pedido de Arquivamento
A manifestação do governo brasileiro, que foi divulgada na quarta-feira (12), defende que a ação deve ser encerrada com o que é conhecido como “dismissal with prejudice”. Isso significa que, se acolhido, o processo não pode ser reaberto no futuro. O fundamento para esse pedido repousa na legislação americana chamada FSIA (Foreign Sovereign Immunities Act), que regula a imunidade de Estados estrangeiros em tribunais dos EUA.
Argumentos do Brasil
De acordo com a AGU, mesmo que Rumble e Trump Media aleguem ter movido a ação contra Moraes em caráter pessoal, na prática, a ação se dirige contra o Estado brasileiro. Um ponto importante é que os atos que estão sendo questionados, como decisões judiciais e a forma de notificação do ministro, são considerados atos de natureza soberana, que só poderiam ser realizados por autoridades públicas.
Rebatendo Acusações
A AGU também refutou as alegações feitas pelas empresas sobre a suposta extrapolação das atribuições do ministro. O governo brasileiro argumenta que as ações de Moraes eram válidas e que ele agiu dentro da autoridade que lhe foi delegada pela Presidência do STF. Além disso, algumas das decisões contestadas foram, inclusive, referendadas pelo colegiado da Corte.
How many pets have you had?
Contexto da Ação Judicial
A origem deste processo remonta a maio, quando Moraes foi notificado judicialmente por e-mail para responder às acusações feitas pela Rumble e pela Trump Media & Technology Group. A ação foi aberta em fevereiro, e as empresas acusam o magistrado de ter promovido censura ilegal aos discursos políticos de usuários que são alinhados à direita brasileira, incluindo figuras como o influenciador Allan dos Santos.
Questões de Liberdade de Expressão
As alegações das empresas são de que as decisões do ministro, que obrigaram a Rumble a remover contas de usuários brasileiros, violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão. As empresas também mencionam que Moraes determinou que a plataforma mantivesse representação legal no Brasil para cumprir as ordens judiciais, o que, segundo eles, inviabiliza a operação da Rumble no país.