Enquanto o Azteca vivia a Copa, uma família buscava seu filho desaparecido
Desaparecidos em meio à festa: a história de uma família na Copa do Mundo
Quando se fala sobre a Copa do Mundo, a maioria das pessoas pensa em celebrações, gols e a emoção dos torcedores. No entanto, em meio a todo esse fervor, há histórias que precisam ser contadas, como a da família García, que trouxe um importante lembrete sobre a realidade de muitos mexicanos.
O ambiente de festa no Estádio Azteca
Na quinta-feira, pouco antes do jogo de abertura entre México e África do Sul, o Estádio Azteca estava repleto de uma multidão animada. O verde das camisas da seleção mexicana dominava, e os gritos de alegria eram ensurdecedores. Os voluntários da FIFA incentivavam os torcedores a cantar “México! México!” com entusiasmo, criando uma atmosfera vibrante e cheia de energia.
Um apelo por justiça
Entretanto, em meio a toda essa celebração, uma família se destacou com um cartaz que trazia os rostos de quatro homens: Óscar, Gregorio, Javier e Omar. Abaixo de suas imagens, a frase impactante: “Onde estão nossos desaparecidos? Onde estão?” Essa é a pergunta angustiante que a família García tem feito há mais de quatro meses, buscando respostas sobre o paradeiro de seus entes queridos.
Adriana García, uma das irmãs de Óscar, compartilhou sua dor com a CNN Brasil, explicando que “estamos aqui [no Azteca] para continuar dando visibilidade aos rostos e nomes de quatro familiares nossos que estão desaparecidos. O meu irmão, Óscar García Hernández, e seus três cunhados: Javier, Gregorio e Omar, desapareceram em 3 de fevereiro durante férias familiares”. Essa declaração revela não apenas a tristeza da família, mas também a urgência de sua missão.
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Protestos e manifestações na Cidade do México
Recentemente, a Cidade do México tem sido palco de várias manifestações, especialmente à medida que o Mundial se aproxima. Entre os grupos que se destacam estão os professores e as “Madres Buscadoras”, um coletivo que busca recuperar o paradeiro de mexicanos desaparecidos. Essas manifestações trazem à tona a dura realidade de que, apesar das festividades, muitas famílias ainda vivem a angústia da incerteza.
Adriana enfatizou que a manifestação da família em frente ao Estádio Azteca não era parte de um movimento organizado, mas uma expressão genuína de dor e esperança. “É preciso respeitar as manifestações das ‘Madres’. A desaparição de um familiar é algo indescritível. Por isso decidimos gritar para todo o mundo, por isso estamos aqui”, afirmou.