Governo Trump se pronuncia sobre avião usado pela CIA que pousou no Brasil; entenda
Na quarta-feira, 20 de agosto, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil soltou uma nota curiosa — daquelas que sempre levantam mais perguntas do que respostas. O comunicado dizia que a aeronave usada em algumas missões especiais, inclusive em operações que já tiveram participação da CIA, estava no país apenas para “oferecer apoio logístico à Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil”. E ainda frisaram: tudo devidamente autorizado pelas autoridades brasileiras competentes.
Essa tal de “missão diplomática”, segundo explicou um integrante da representação norte-americana, não é nada além do que o conjunto formado pela embaixada e os consulados que os EUA mantêm por aqui. Quer dizer, pelo menos no papel, nada de extraordinário. Mas como estamos falando de um Boeing 757-200 da Força Aérea dos EUA, matrícula 00-9001, o barulho em torno do assunto foi inevitável.
O pouso aconteceu na terça-feira, 19/8, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O avião vinha carregando diplomatas norte-americanos. A rota foi longa: decolagem de uma base militar em Nova Jérsei, parada estratégica na Flórida, outra em Porto Rico e, finalmente, destino Brasil. É quase como um roteiro de filme de espionagem, só que dessa vez com diplomatas engravatados em vez de agentes secretos armados.
O portal Metrópoles já tinha adiantado que a aeronave estava trazendo representantes do corpo diplomático. Depois, a informação acabou confirmada por integrantes das Forças Armadas brasileiras e até pela própria Polícia Federal. Ou seja, não é teoria conspiratória — o avião veio mesmo a serviço, trazendo pessoal ligado à diplomacia.
Do you have a pet at home?
Agora, se a gente parar para pensar, a chegada de um avião militar dos EUA, ainda mais um modelo que já serviu a operações “sensíveis”, não é algo exatamente corriqueiro. Em tempos em que as relações internacionais andam tensas — basta lembrar das recentes discussões sobre o papel dos EUA na guerra da Ucrânia ou na tensão com a China —, cada detalhe vira um ponto de especulação. Será que era só logística mesmo? Ou havia outros interesses em jogo?
No Brasil, esses movimentos sempre despertam atenção. O país, que tenta manter uma posição de neutralidade em vários conflitos globais, precisa equilibrar a diplomacia com Washington, ao mesmo tempo em que não quer desagradar parceiros como Pequim ou até Moscou. Nesse contexto, a aterrissagem de um Boeing da Força Aérea americana em Porto Alegre vira, sim, notícia quente.