Saúde

Asma grave causou parada cardíaca e perda de olfato em empresária

A Jornada de Priscila: Superando a Asma e Redefinindo sua Vida

A asma é uma doença respiratória crônica que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Para muitos, como a empresária Priscila Udenal, de 42 anos, essa condição não é apenas um diagnóstico, mas uma luta constante que começa muitas vezes na adolescência, como foi o caso dela.

Os Primeiros Sinais da Doença

Priscila começou a sentir os primeiros sintomas da asma aos 13 anos, quando a falta de ar se tornava evidente especialmente durante atividades físicas. No início, era algo que parecia controlável, com medicações que aliviavam as crises. “As primeiras crises me limitavam mais na atividade física, mas não afetavam tanto o dia a dia”, explica ela.

Com o tempo, no entanto, as crises se tornaram mais frequentes e severas. Antes de receber o diagnóstico correto de asma grave, Priscila passou por diversas avaliações médicas, onde seus sintomas foram erroneamente interpretados como bronquite ou bronquiolite. “Só aos 18 anos veio a confirmação de asma grave”, revela, refletindo sobre a frustração de anos sem um tratamento adequado.

A Aceitação do Diagnóstico

Receber a confirmação de que sua condição era crônica foi um divisor de águas na vida de Priscila. A partir de então, ela precisaria de uma medicação diária para controlar a asma. “Saber que teria que usar medicação para o resto da vida para ter algum conforto foi bem chato, por que você não se imagina dependente disso tão cedo”, diz, expressando a dificuldade de se adaptar a essa nova realidade.

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O pneumologista José Roberto Megda, da Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA), explica que a confusão entre asma e outras doenças respiratórias é bastante comum, o que pode atrasar o diagnóstico. “Muita gente confunde com bronquite, que é uma doença aguda. A asma é crônica, vai e volta e não tem cura”, afirma ele, ressaltando que a falta de exames específicos, como a espirometria, agrava a situação.

Impactos Pessoais e Profissionais

Com o agravamento da doença, Priscila começou a sentir limitações em diversas áreas de sua vida. Internações frequentes e o uso de corticoides tornaram-se parte de sua rotina. “Sempre ficava com receio de não conseguir manter um emprego, de precisar me afastar por causa das crises”, desabafa, evidenciando o impacto psicológico que a asma teve em sua vida profissional.

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